Ministra da Cultura entrega plano de gestão

Víctor Mayala | Mbanza Congo
6 de Julho, 2016

Fotografia: José Soares

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, procedeu ontem, a Mbanza Congo, província do Zaire, à entrega simbólica do Plano de Gestão do Centro Histórico daquela cidade e do respectivo regulamento interno, ao governador provincial, Joanes André.

À sua chegada a Mbanza Congo, a ministra foi recebida pelo governador provincial, Joanes André, e de seguida visitou alguns sítios de interesse histórico-cultural, entre os quais o túmulo de dona Mpolo, mãe do Rei Mvemba Nzinga, baptizado pelos colonizadores com o nome de D. Afonso I, o Museu dos Reis do Congo, a árvore milenar Yala Nkuwu e Tadi-dya-Bukikua, local onde foram descobertas estruturas de alicerces que se presume serem do antigo Palácio dos Reis.
Em declarações à imprensa, Carolina Cerqueira referiu que a visita a Mbanza Congo tem um significado particular na medida em que permite tomar contacto com um dos monumentos arqueológicos mais importantes de Angola e do antigo Reino do Congo, que abarcou também outros países africanos como a República Democrática do Congo, Congo Brazzaville e Gabão.“Certamente que, a partir daqui, teremos elementos e valências que nos vão permitir continuar a desenvolver esforços para que o projecto da inscrição da cidade na lista de Património Mundial da UNESCO vá avante”, disse a governante, tendo sublinhado que o processo tem um curso positivo  e que há ainda uma série de procedimentos a serem observados e acautelados, quer do ponto de vista arqueológico, quer em termos técnicos, históricos e diplomáticos. Carolina Cerqueira anunciou para este ano a realização, em Mbanza Congo, da segunda mesa redonda internacional sobre o dossier, onde devem participar peritos internacionais.
O embaixador de Angola junto da UNESCO, Sita José, que também integra a delegação ministerial, afirmou que o processo da classificação da cidade se encontra numa fase avançada, uma vez que, na primeira avaliação, foram determinados os atributos que podem fazer com que um determinado local possa ser considerado património mundial.
“No fim deste mês, vem cá uma equipa técnica de uma organização consultora da UNESCO, para poder constatar no terreno se os valores de Mbanza Congo referenciados correspondem ao período anterior aos colonizadores”, disse Sita José.
O diplomata lembrou que as escavações arqueológicas realizadas permitiram a descoberta de mais de três mil peças, que foram analisadas em universidades dos Estados Unidos, para a sua certificação científica, em função da época e da originalidade.   A agenda de actividades da ministra da Cultura inscreve encontros com os autores culturais, autoridades tradicionais e com futuros membros do Comité de Gestão do Centro Histórico de Mbanza Congo.     

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