Museu mostra Reino do Congo

Kayila Silvina | Mbanza Congo
24 de Maio, 2015

Fotografia: Santos Pedro

Um total de 114 peças museológicas que representam os usos e costumes do antigo Reino do Congo compõem o acervo do Museu dos Antigos Reis do Congo, na cidade de Mbanza Congo, província do Zaire.

No acervo destacam-se o fato do último rei do Congo, Dom António III da Malanvu, a cadeira executiva, chapéu e a espada, com mais de um século de existência. Quem visita o Museu tem ainda a ocasião de ver as quatro bengalas que todos os reis utilizavam durante os consulados. São objectos que retratam as relações diplomáticas entre o Reino do Congo e Portugal.
A reportagem do Jornal de Angola constatou ontem no local a existência de várias outras peças museológicas, com destaque para instrumentos artesanais que os reis utilizavam para caça, flechas e conchas zimbo, utilizadas como moeda nas trocas comerciais.
Utensílios destinados a rituais tradicionais, música e instrumentos sonoros, que serviam para transmissão de informações entre as aldeias vizinhas, também estão expostos, assim como tipologia de peças do Príncipe Nicolau e do primeiro rei do Congo, identificado por Nimi a Lukeni.
Matalulu Kikumbu, responsável de Acção Cultural e do Acervo Histórico do Museu, informou que o mesmo possui peças do então embaixador do antigo Reino do Congo no Vaticano, Manuel Nsaku Nevunda, mais conhecido por “Negrita”, cujos restos mortais se encontram sepultados no Vaticano.
“Antigamente, a Ilha de Luanda era propriedade privada do antigo Reino do Congo e considerada o banco do rei”, disse Matalulu Kikumbu, tendo enaltecido os esforços do Executivo no processo de candidatura da cidade de Mbanza Congo a património mundial da humanidade.
O Museu recebe por dia mais de 40 visitantes entre estudantes universitários, funcionários públicos, turistas nacionais e estrangeiros, com o objectivo de conhecer a história do antigo Reino do Congo.

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