Museus mundiais mostram as tendências actuais


5 de Janeiro, 2015

Fotografia: Divulgação

Os principais museus de arte contemporânea de Europa e dos Estados Unidos apresentaram já o seu calendário de exposições internacionais deste ano, com nomes de artistas como Peter Paul Rubens, Frank Stella, Doris Salcedo e Björk, a despontarem entre os favoritos.

A maioria das exposições, informaram os museus nos seus sites, foca essencialmente grandes retrospectivas ou aspectos únicos da obra destes artistas. Os museus de Nova Iorque, Londres e Madrid procuraram também compilar um menu diversificado que inclui produção ocidental e asiática, da arte antiga à mais contemporânea.
Entre as cinco propostas americanas da lista deste ano está uma retrospectiva de Björk, a ser inaugurada a 7 de Março e fica patente até 7 de Junho. O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque promete um mergulho no universo da compositora, cantora e artista, atravessando 20 anos e sete álbuns, de “Debut”, de 1993, a “Biophilia” (2011).
Recorrendo a instrumentos, figurinos, sons, filmes e objectos, a exposição mistura uma narrativa biográfica com elementos ficcionais e líricos ao gosto de Björk, que assina com o escritor e poeta Sjón Sigurdsson, colaborador de longa data, autor da letra de várias das canções da islandesa, a “história” que o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque quer contar.
Do mundo de Björk, feito de cumplicidades com realizadores, artistas visuais, fotógrafos e designers de moda, o museu de Nova Iorque passa para um dos nomes mais importantes da arte do século XX, Pablo Picasso.
A mostra, denominada “Picasso’s Sculpture”, inaugurada a 14 de Setembro e patente até 3 de Janeiro de 2016, está a ser apresentada como a primeira exposição da obra em três dimensões do mestre espanhol realizada num museu dos Estados Unidos, nos últimos 50 anos.
Em foco, explica o museu no seu site, está a capacidade de Picasso em combinar materiais e técnicas tradicionais com o que o seu espírito livre e transgressor tinha para oferecer.
“São mais de 100 esculturas, a par de uma selecção de fotografias e obras em papel de Pablo picasso, tudo para vermos até onde ia a sua capacidade de reinventar quando se tratava de trabalhar volumes.”
O Metropolitan Museum of Art promete apresentar, logo no início do ano, uma exposição de relevo, “Asian Art 100”, escolhida para celebrar também os 100 anos da sua colecção de arte asiática, uma das melhores do mundo. A mostra é dividida em 17 secções, que incluem obras de países como o Japão, a China e a Coreia.
Ainda em Nova Iorque, outras duas exposições “ganham vida” no museu Guggenheim e no Whitney Museum. No primeiro acontece uma retrospectiva da colombiana Doris Salcedo, a artista de Plegaria Muda (Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, Lisboa, 2011).
As esculturas e instalações, a mostrar entre Junho e Outubro, muitas delas focando temas como o racismo, a violência social e o colonialismo, são das mais significativas do seu corpo de trabalhos e começaram a ser feitas na década de 1980.
O Whitney Museum também aposta na arte contemporânea, com obras de Frank Stella, um dos mais importantes artistas americanos vivos, numa retrospectiva da sua carreira, que coincidir com a instalação de uma importante colecção do artista no museu, um edifício desenhado pelo italiano Renzo Piano.

Rubens e Cézanne


Este ano, como habitual, a oferta de arte em Londres é grande e diversificada. A Royal Academy of Arts, conhecida por agendar a primeira mostra de sucesso do ano, apresenta, a partir do dia 24 e até 10 de Abril, “Rubens and his Legacy: Van Dyck to Cézanne”, uma proposta que parte da obra do pintor barroco Peter Paul Rubens, célebre pelos seus nus femininos de formas generosas, para se deter no modo como influenciou os séculos seguintes, no percurso de artistas conceituados como Watteau, Delacroix, Turner ou Manet.
Com a mostra “Inventing Impressionism”, a National Gallery de Londres decidiu virar-se para os bastidores e centrar-se numa figura de referência do círculo impressionista, Paul Durand-Ruel, um “marchand” que descobriu nomes como Monet, Degas e Renoir e que, defendem os curadores da exposição, trabalhando para que a sua obra fosse reconhecida e devidamente apreciada, acabou por criar um mercado para a arte moderna.
O Museu Tate Modern propôs “Alexander Calder: Performing Sculpture at Tate Modern”, de Novembro de 2015 até 2016, uma grande retrospectiva, que promete atrair multidões à antiga central eléctrica de Bankside, sobre Alexander Calder. “A obra do norte-americano, é explorada, a partir da sua estada em Paris, entre as duas Grandes Guerras, e o seu fascínio pelos movimentos de vanguarda.”

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA