Pedras de Laúca um sítio histórico

Marcelo Manuel | Cambambe
13 de Setembro, 2015

Fotografia: Jaimagens

As Pedras de Laúca foram elevadas, ontem, em Cambambe, Cuanza Norte, a categoria de sítio histórico e etnográfico nacional, no âmbito do programa nacional de identificação dos lugares que concorrem para a lista do património cultural.

O acto foi realizado pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, por ocasião da 6.ª edição da Feira do Dondo, que termina hoje. A governante destacou na cerimónia a importância de se identificarem mais locais que fazem parte do conjunto patrimonial do país. “O processo  exige investimentos em recursos humanos, equipamentos e infra-estruturas, mas é essencial para a restauração e conservação destes monumentos e sítios históricos.”
A ministra acredita que o Corredor do Cuanza pode atingir potencialidades de dimensão nacional e internacional. “Mas é importante que os governos provinciais façam um maior investimento nestes locais”, disse, reafirmando o compromisso do seu ministério nas acções para a identificação de novos monumentos e sítios históricos nacionais.
A recuperação dos princípios culturais, que são parte essencial de cada região do país, assim como um elemento chave na protecção e valorização do património imaterial, também foram enaltecidos pela dirigente, para quem o diálogo com os mais velhos é fundamental neste campo. “É com estes que podemos aprender mais sobre o passado histórico de toda a região que compreende a área do corredor do Cuanza.”

A Feira do Dondo


A ministra Rosa Cruz e Silva considerou a 6.ª edição da Feira do Dondo importante no reencontro com a história e preservação dos lugares de memórias, que compreendem o Corredor do Cuanza.
A valorização desta região, destacou, é também um tributo merecido às figuras históricas locais, como Njinga Mbandi, a antiga soberana do Ndongo e Matamba, pelo seu papel na prosperidade e preservação cultural e económica dos seus povos.
Ao longo das edições anteriores, afirmou, foram desenvolvidos esforços para a divulgação do manancial histórico e patrimonial da região. A realização do comboio cultural, que saiu de Luanda ao Dondo, foi uma prova disso, porque procurou trazer o máximo de pessoas, em especial os jovens, até à feira.
A Feira do Dondo, reforçou, “afigura-se hoje como um espaço permanente para a reflexão sobre os vários aspectos históricos culturais do país, assim como demonstração das criações dos produtores nacionais", disse. “Para mim, é também o local ideal para a reflexão dos ganhos obtidos ao longo dos 40 anos da independência, particularmente os relativos a valorização, preservação e divulgação dos nossos lugares de memórias”, acrescentou.
O vice-governador do Cuanza-Norte para o sector Político e Social, José Alberto Kipungo, disse que a Feira do Dondo tem vindo a garantir diversas oportunidades de negócios aos artesãos locais, bem como promover o artesanato nacional.
O responsável sublinhou que a actividade serve ainda para a população aprender mais sobre a história do país, através de exposições. “A feira é hoje uma marca que orgulha todos os angolanos e deve ser preservada e melhorada de forma progressiva”, adiantou. José Alberto Kipungo pediu ainda aos participantes e a população a contribuírem para apresentarem criações mais atractivas.

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