Pungo a Ndongo é património nacional

Venâncio Víctor | Malanje
20 de Abril, 2017

Fotografia: Eduardo Cunha | Edições Novembro-Malanje

As Pedras Negras de Pungo a Ndongo, no município de Cacuso, em Malanje, vão ser classificadas este mês, como património cultural nacional, revelou ontem, ao Jornal de Angola, o director provincial da Cultura, Mito Gaspar.

Assegurou que a classificação daquele património natural e histórico, está enquadrada nas celebrações do Dia Mundial dos Monumentos e Sítios, assinalado terça-feira, sob o Lema “ Património Turismo Sustentável.  Mito Gaspar informou que a classificação das Pedras do Pungo a Ndongo não se realizou na terça-feira devido a alteração da genda de trabalhos dos titulares dos Ministérios da Cultura, do Ambiente e da Hotelaria e Turismo, que não se deslocaram a Malanje para a realização da cerimónia. De acordo com o responsável, Malanje é uma província com uma vasta gama de patrimónios históricos, entre naturais, históricos e arquitectónicos.
A nível de arquitectura civil, Malanje é uma potência que conta com o antigo Palácio da Administração Colonial, que é património histórico, assim como como na arquitectura religiosa tem a antiga Igreja do Quéssua.
Em relação à arquitectura militar, destaca-se a Fortaleza de Calandula, igualmente património histórico, apesar de ter um processo de desclassificação em função da sua completa destruição por causa do conflito armado que o país viveu quase quadro décanas.
Mito Gaspar deu a conhcer que a região de Cacuso tem neste momento 60 sítios históricos identificados, alguns em processo de andamento, para a sua classificação.
Alguns monumentos, em particular os que se encontram em bom estado, são visitados pelos munícipes de Cacuso, como as instalações onde funciona a Administração Municipal de Malanje, bem como a Igreja do Quéssua.
No que se diz respeito às zonas paisagistas, Mito Gaspar destacou igualmente a gruta do Kinda, as Quedas de Calandula e o Salto do Cavalo.  Apesar de algumas exigirem muito trabalho para serem preservados, explicou que essas zonas naturais abertas permitem que  quaisquer pessoas possam desfrutar dos seus encantos sem a observância das normas e regras necessárias tal como são observadas em outras zonas. O responsável da Cultura apontou ainda as zonas balneárias do rio Kwanza, muito freqüentadas por turistas nacionais e estrangeiros, “devemos ter muita atenção para a sua preservação de formas a proteger também o ecossistema circundante”.
“É importante o envolvimento das administrações municipais em todas as localidades onde temos estes bens patrimoniais,  criando  critérios de melhoramento, assim como práticas de protecção.”
A comuna de Pungo a Ndongo  possui as famosas formações de Pedras que dão nome a região e reveste-se de elevado significado histórico por ter servido de passagem dos soberanos do Ndongo,  Ngola Kiluanje e a Rainha Njinga Mbande, e constitui um lugar de fé por ter sido a zona onde se instalaram os primeiros missionários católicos e metodistas, estes últimos na localidade de Quiongua.

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