Reaberto Museu Nacional da Escravatura


10 de Setembro, 2014

Fotografia: Paulo Mulaza

A história da escravatura e o seu impacto na vida dos africanos, em particular dos angolanos, passou a ter nova dimensão com a reabertura do Museu Nacional da Escravatura e um novo programa de actividades.

O museu, aberta no fim-de-semana pela ministra da Cultura, tem um programa de actividades mais atraente para o público, especialmente crianças.
A abertura, integrada nas actividades do FENACULT, foi assinalada com a inauguração de uma exposição permanente de alguns dos objectos usados na tortura e detenção dos escravos, mas também de outros da época e uma explicação sobre para que serviam.
A exposição inclui fotos que retratam algumas cerimónias, como o baptismo dos escravos, antes da partida para a Europa e América, o sofrimento do processo de embarque e desembarque e uma colecção de armas de que se serviam os colonizadores. O museu, no Morro dos Veados, Luanda, totalmente reabilitado, mantém traços históricos, que preservam parte da história do local usado no passado como casa de referência do comércio de escravos onde muitos angolanos foram separados das suas famílias ou morreram.
O responsável pelo museu, Valdimir Fortuna, falou, na cerimónia da inauguração, um pouco da história de cada um dos locais do espaço. “A recuperação dos factos que configuram este período triste da História do país é importante para compreensão de alguns fenómenos actuais”, disse.
O museu, fundado em 17 de Dezembro de 1977, é uma instituição de investigação científica, com cinco compartimentos, nos quais estão expostos uma síntese da História do tráfico de escravos.

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