Sítios devem ser protegidos


6 de Janeiro, 2016

Fotografia: Nilo Mateus | Camabambe

O director provincial da Cultura no Cuanza Norte disse na segunda-feira à Angop que as Administrações Municipais devem participar mais na recuperação, valorização e afirmação do património histórico e cultural angolano.

David Buba pediu aos responsáveis das Administrações Municipais que contribuam na limpeza e manutenção dos monumentos e sítios históricos localizados nas suas áreas de jurisdição.
O director provincial declarou que a contribuição pode ser dada a nível “da limpeza, manutenção e embelezamento dos edifícios e locais classificados como património histórico-cultural” porque isso permite que haja mais pessoas a visitá-los, o que é uma forma de impulsionar o turismo.
David Buba sugeriu aos administradores municipais que inscrevam aquelas acções nos Programas de Investimentos Públicos locais.
O responsável sublinhou a importância de se preservarem os monumentos e sítios históricos existentes nos municípios e que isso requer o envolvimento das Administrações Municipais, mas também da população.
“As questões relacionadas com a preservação e salvaguarda do património histórico-cultural sempre estiveram nas preocupações do sector da Cultura, razão pela qual existem programas a serem desenvolvidos para a valorização do legado deixado pelos ancestrais”, disse o responsável.
David Buba lembrou que há um programa do Ministério da Cultura, que tem a colaboração de parceiros, destinado a valorizar o património histórico, recuperar as ruínas da Fortaleza de Cambambe e da antiga fábrica de fundição de ferro de Nova Oeiras, na comuna de Massangano, construídos nos séculos XVI e XVII.
O director provincial referiu estar igualmente planificada a recuperação do edifício da antiga Câmara Municipal do Dondo, construído no século XVII, assim como o desmatamento e limpeza de outras infra-estruturas classificadas como património histórico-cultural.
Quanto aos edifícios históricos degradados, afirmou que as  Administrações Municipais devem informar a Direcção Provincial da Cultura para ela poder pedir Instituto Nacional do Património Cultural um estudo para se definir pelo derrube ou aproveitamento desses espaços para outros fins.

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