Sítios históricos devem estar protegidos


8 de Julho, 2015

Fotografia: AFP

A comunidade internacional deve ajudar a combater a ameaça emergente do extremismo violento e a limpeza cultural, exortou, ontem, em Bona, Alemanha, a directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Irina Bokova falava na 39ª sessão do Comité do Património Mundial, e referiu que o património mundial está  ameaçado em países como a Síria, Iraque, Líbia e Iémen, “onde assistimos à sua destruição bruta, deliberada e sem precedentes”.
 Isto é um apelo para a acção, disse Irina Bokova, que acrescentou: "A nossa resposta à ignorância e à estupidez criminosa deve também ter uma dimensão cultural: o conhecimento, a partilha de aprendizagem e  sabedoria milenar do Islão. O Património mundial é o fundamento da existência e da coesão da população, é a fonte da identidade social e invoca o papel da cultura na construção da paz."
O Fórum dos jovens especialistas internacionais apresentou, na sessão de abertura, o resultado da sua reunião de 18 a 29 do mês passado, em Bona. A declaração do Fórum exortou os Estados-partes na Convenção do Património Mundial a incluir o ensino no património mundial nos programas escolares nacionais.

Participação de Angola


A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, apelou aos países africanos para reflectirem sobre as razões do persistente e crescente desequilíbrio entre as regiões a nível do património mundial, no qual África consta desta lista com apenas dez por cento de bens inscritos. A ministra fez esse pronunciamento na reunião do Fundo do Património Mundial Africano (FPMA), à margem da 39ª Sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, tendo realçado que o continente africano não está a fazer o melhor. “Em que medida o continente pode influenciar os processos decisivos a nível mundial?”, foi a questão colocada pela ministra, para reflexão dos participantes na reunião realizada sob o tema “Empreendedorismo sobre os bens do Património Mundial em África”. A ministra explicou que um dos efeitos esperados com a inscrição de um bem na lista do património mundial é a geração de recursos adicionais para a melhoria das condições de vida da população da dessa região.
Rosa Cruz e Silva informou que o Executivo apoia o Fundo do Património Mundial Africano, tendo sublinhado o facto de o país ter assinado com esta instituição um acordo de apoio financeiro de cinco anos para reforçar a sua capacidade. Uma maior solidariedade internacional e compromisso dos países africanos no reforço do fundo e a facilitação do seu trabalho como uma estratégia continental de implementação da Convenção do Património da UNESCO, foi pedida pela ministra da Cultura.
Angola tem estado a trabalhar na candidatura da cidade de Mbanza Kongo, a antiga capital do Reino do Kongo e actual capital da província do Zaire, para apresentar como Património Mundial da Humanidade da UNESCO, a ser apresentada em 2016.

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