Cultura

Transporte condiciona arranque do projecto

A falta de meios de transporte está a condicionar a realização de museus itinerantes destinados a levar junto das comunidades a actividade museológica, afirmou na quarta-feira o director do Museu Regional de Cabinda, Francisco Angó.

Francisco Angó director do Museu Regional de Cabinda
Fotografia: António Soares | Edições Novembro-Cabinda

Em declarações à Angop, o responsável indicou que o Museu Regional de Cabinda pretendia realizar uma jornada itinerante nas sedes dos três municípios: Cacongo, Buco Zau e Belize, expondo algumas peças do acervo museológico.
Desta forma, acrescentou Francisco Angó, a instituição estaria a contribuir para a divulgação dos valores ancestrais no seio das comunidades e exortar para a conservação das peças museológicas.
A instituição carece também de funcionários capacitados para garantir o seu normal funcionamento, sobretudo para a identificação, recolha e conservação de peças.
O director do Museu Regional de Cabinda apontou ainda a recusa das famílias detentoras de peças com valor museológico, identificadas, em cedê-las ao museu regional para a sua conservação, sob o argumento de constituírem herança familiar.
“Nós temos feito um trabalho de sensibilização dos populares, convencendo-os de que o museu possuiu as técnicas para a conservação das peças”, afirmou.
O museu tem programado campanhas de recolha nas comunidades, mantendo encontros com os anciãos e autoridades tradicionais, de modo a garantir que as mesmas estejam seguras.
As peças que constituem o acervo museológico do Museu Regional de Cabinda têm sido adquiridas por doação, permuta e compra.
Como perspectivas futuras, o Museu Regional de Cabinda prevê a classificação do acervo museológico exposto.
O museu conta com um acervo de 479 peças das províncias de Cabinda, Zaire e Uíge, que retratam temas como mobiliário doméstico, vida económica, caça, pesca e agricultura, símbolos e insígnias do poder tradicional e instrumentos musicais, dentre outros.

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