Património é factor de desenvolvimento


19 de Abril, 2016

Fotografia: Santos Pedro

O património cultural angolano pode tornar-se num importante factor de desenvolvimento sustentável, de promoção do bem-estar e de cidadania declarou ontem, em Luanda, o chefe de departamento do Instituto Nacional de Património Cultural.

Emanuel Caboclo falava numa palestra realizada pela direcção do Museu Nacional de História Militar pelo Dia Mundial dos Monumentos e Sítios, celebrado a 18 de Abril, sob o tema “A importância da preservação dos monumentos e sítios históricos na formação da identidade nacional”.
O responsável salientou que o património cultural contém referências da sociedade de natureza diversa, que se podem classificar como materiais ou imateriais, móveis e imóveis, públicos ou privados.
Emanuel Caboco afirmou que o país tem mais de 150 monumentos de várias categorias e tipologias classificados e anunciou que está também em curso o processo de integração destes pólos de interesse histórico e cultural numa lista indicativa a apresentar ao comité do património mundial da UNESCO.
O orador referiu que foram tomadas medidas de conservação de carácter técnico, jurídico e institucional, sublinhando que o património deve ser encarado como espelho da história e vector de identidade cultural.
“A memória e a identidade dos povos devem ser vistas como a vivência colectiva, da religiosidade, do entretenimento e de muitas práticas da vida social, os elementos e espaços que simbolizam práticas culturais colectivas, bem como articular com elementos modernos e exigências socioculturais”, salientou.
Emanuel Caboco apelou ainda à sociedade angolana a contribuir para o reconhecimento, preservação e valorização do património cultural e da sua herança histórica, bem como a criação de associações ou fundações capacitadas para uma maior defesa e conservação dos seus bens culturais, tendo defendido maior divulgação dos monumentos e sítios.
Ao responder a questões colocadas pela plateia, o orador manifestou ainda preocupação com a possibilidade de danificação do património histórico por força dos avanços da modernização urbana, em especial nesta fase de reconstrução do país.
O vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) para a área social, general Maurício Amado Nzulu, apelou à juventude a preservar os monumentos por serem marcos da história do país. “Um povo sem história não tem cultura, nem valores”, declarou o oficial superior.
A palestra foi dirigida a efectivos das FAA, académicos e estudantes.

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