Cultura

Património Mundial em análise na Polónia

A 41.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, que teve início no domingo, em Cracóvia, Polónia, tem em agenda a apreciação de relatórios informativos produzidos pelo Centro do Património Mundial e os órgãos de consultas (ICOMOS, IUCN, ICCROM) e dos Centros de Categoria relativos a inscrição de novos sítios na lista do Património Mundial.

Embaixador Sita José (ao centro) representa o país na reunião de técnicos na Polónia
Fotografia: Edições Novembro

Na qualidade de vice-presidente do Bureau do Comité do Património Mundial, Angola   coordena todas as actividades relacionadas com o Continente Africano. Na cerimónia de abertura o Presidente da Polónia, Andrzej Duda, afirmou que o qu faz uma nação continuar a ser nação é a reconstrução da sua História.
Durante dez dias, os membros do comité vão examinar os pedidos de inscrição de novos sítios na lista do Património Mundial, entre os quais a histórica cidade Mbanza Kongo, antiga capital do reino do Kongo, e o estado de conservação dos sítios já inscritos.
As inscrições para a lista do Património Mundial deste ano é de um total de 34 sítios, incluem sete naturais, 26 culturais e um misto, estando Angola inscrita  com o Centro Histórico de Mbanza Kongo.
O comité também analisa nesta reunião o estado de conservação de 99 sítios do Património Mundial e de 55 sítios inscritos na lista de Património Mundial em Perigo durante a sessão.
Angola é representada pelo embaixador junto da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Diekumpuna Sita José. Presente no evento com uma delegação  chefiada pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, o país tem a histórica cidade de Mbanza Kongo a concorrer à lista do Património Mundial.  Fazem parte da equipa do Ministério da Cultura os directores do Instituto Nacional do Património, Maria da Piedade de Jesus, do Arquivo Nacional, Alexandra Aparício, da Biblioteca Nacional  de Angola, João Lourenço, dos Museus, Ziva Domingos, Gabinete de Comunicação e Imprensa, Marlene Gomes.
Pelo Governo Provincial do Zaire está o director provincial da Cultura, Biluka Nsakala Nsenga, a coordenadora cientifica do projecto, Sónia Domingos, representante das autoridades tradicionais e a administradora municipal de Mbanza Kongo, Nzuzi Makiese. 

Parque de Comoé fora de perigo


A reunião do Comité do Património Mundial em Cracóvia decidiu, ontem, afastar o Parque Nacional de Comoé, na Costa Marfim, da lista do Património Mundial em Perigo, seguindo melhorias na conservação da sua fauna e habitat.
Na sua decisão, o Comité do Património Mundial felicitou a Costa do Marfim pelo seu trabalho para combater a caça furtiva, tendo observado que as populações de espécimes icónicos como elefantes e chimpanzés que se pensava terem desaparecido do sítio estão a reproduzir-se novamente e que o estado de conservação dos habitats é agora muito positivo.
Os alvos para a conservação da fauna foram de facto cumpridos e até ultrapassados, refere um comunicado de imprensa do comité a que o Jornal de Angola teve acesso.
O Parque Nacional Comoé, uma das maiores áreas protegidas da África Ocidental, caracteriza-se pela sua grande diversidade vegetal. Devido ao rio Comoé, o sítio contém plantas que normalmente são encontradas muito mais ao sul, como savanas de arbustos e manchas de floresta espessa.
Inscrito na lista do Património Mundial em 1983, o sítio foi adicionado à lista de património em perigo em 2003 devido à caça furtiva, o pastoreio de grandes rebanhos de gado e ausência de mecanismos de alimentação adequadas.
A lista do Património Mundial em Perigo é destinada a informar a comunidade internacional de condições que ameaçam as próprias características para as quais um imóvel é inscrito na lista do Património Mundial e para encorajar acções correctivas.

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