Paulo Kussy expõe no Camões-Centro Cultural

Mário Cohen |
20 de Abril, 2017

Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

“Mixtape/Fitas Magnéticas” é o título da mais recente exposição individual de pintura e desenho do artista plástico Paulo Kussy, que é inaugurada hoje, às 18h30, no Camões-Centro Cultural Português, em Luanda.

A mostra que fica patente até ao dia 4 de Maio, é uma iniciativa entre o Instituto Camões e o Banco de Fomento Angola (BFA), marcando o regresso do artista na Embaixada Portuguesa dois anos depois de ter exposto no mesmo espaço, “Anatomilias II”.
A exposição de Paulo Kussy reúne um conjunto de 20 obras inéditas de pintura, em acrílico sobre tela, assim como 10 trabalhos de desenhos e estudos preparatórios, através dos quais lança um olhar renovado sobre o corpo humano.
Nas obras que mostram igualmente uma evocação de figuras da mitologia grega, Paulo Kussy partilha com o grande público o mais recente trabalho de pintura e desenhos, bem como as suas memórias e referências do passado e do presente, como a harmonia cromática das telas, em tons fortes, com uso recorrente do vermelho, com a intenção de transmitir uma carga de sensualidade e intensidade dramática.
De acordo com o artista, o pigmento da cor vermelha é obtido através do óxido de ferro, um mineral, que se encontra na natureza e que, por coincidência, também possui propriedades magnéticas.
O título da exposição, explica,  remete para o universo das mixtape, as músicas gravadas em cassete, um padrão de fita magnética para gravação de áudio, lançada na década de 60 do  século passado. Relatando o artista, “as fitas magnéticas são meios de armazenamento não volátil, fita plástica coberta de material magnetizável, que regista informações analógicas ou digitais (…..). Esta realidade leva-nos a reflectir sobre a memória, como capacidade de adquirir, armazenar, recuperar, evocar informações disponíveis, seja internamente no cérebro, a memória biológica, seja externamente, em dispositivos artificiais, como no caso das fitas magnéticas, a memória artificial (…). A memória é, acima de tudo, o armazenamento de informações e factos obtidos através de experiências ouvidas ou vividas. Desde que Paulo Kussy apostou na arte pincelar telas, já teve a oportunidade de realizar várias actividades individuais, assim como participar em diversas actividades colectivas no país e no estrangeiro.Entre as mostras individuais do pintor, destaca-se “Anatomilos - entre o homem e a máquina”, em 2010, na Siexpo (Salão Internacional de Exposição), em Luanda, “Despir a pele”, em 2012, no Instituto Camões, a “Anatomilias II “Body flow”, no Centro Cultural Português e o projecto Blue Arte, em 2014, “Figuras históricas de Angola, em Luanda. Nas actividades colectivas em que Paulo Kussy participou, destaca-se a “World Expo Shangai 2010, no Pavilhão da Angola, na China, o projecto “Olongombe”, que reuniu obras de pintura, desenho, escultura e instalação, de António Ole, António Gonga, Paulo Amaral, Mário Tendinha e Masongi Afonso, unidas pela temática comum em torno do “Gado”, numa homenagem aos povos pastoris do Sul de Angola,
 no Instituto Camões, em 2016, “Colectiva de Autores Lusófonos”, em 2006, Casa da Cultura da Trofa, Portugal, “Fronteiras Contestadas, III PortÁfrica (2003), na biblioteca Almeida Garret, na cidade do Porto, “20 anos BFA, no Instituto Camões”, em 2013, “Uma geração e várias linguagens”, Centro Cultural Português (211), “Comemorações do Dia de África” (25 de Maio), Hotel Skyna (2011),  Luanda, Coopearte, na Galeria Celamar, na Ilha do Cabo, de 2009 a 2012, (25 Maio), Hotel Skyna, Luanda, “O quadrado como forma de uma obra de arte”, em 2010, na Trienal de Luanda e “Travel” Plataforma Revólver, Lisboa (2005).
Paulo Kussy nasceu em Luanda, fez o mestrado em Anatomia Artística e licenciou-se em Artes Plásticas na Faculdade Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa (FBAUL).
Em 2013, concluiu a pós-graduação em Anatomia Artística, na Faculdade de Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa. Um ano depois, isto é, em 2014, concluiu e defendeu a tese de dissertação de mestrado - subordinada à temática: Anatomia Comparada – homem/cavalo – a figura mitológica do “Centauro”.

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