Cultura

Paulo Matomina mostra musicalidade angolana

Manuel Albano

O cantor Paulo Matomina, uma das promessas do mercado musical angolano, participa pela primeira vez no “FESTLIP SHOW”, que se realiza entre amanhã e domingo, no Rio de Janeiro, Brasil, à margem da décima edição do Festival Internacional das Artes de Língua Portuguesa (FESTLIP).

Músico proporciona concerto de ritmos nacionais à base de voz e violão no Rio de Janeiro
Fotografia: DR

O “FESTLIP SHOW” está de volta, desta vez com uma tarde de ritmos angolanos, com a realização de um concerto à base de voz e violão, nos jardins da Casa Firjan, em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Distinguido como Artista Revelação no Top Rádio Luanda 2012, com o tema “Desliza”, na altura incluído na colectânea musical “100% angolano”, de Chico Viegas, Paulo Matomina lançou, em 2013, o primeiro disco intitulado “Não Pára”.
Além de cantor, Paulo Matomina é guitarrista e compositor, tendo iniciado a carreira de músico profissional em 2005, ao emprestar o seu talento à BBC de Londres e ao UNICEF, na campanha de luta contra o Vírus de Imunodeficiência Humana. Faz regularmente concertos intimistas apresentando temas do cancioneiro nacional e do world music nalguns espaços.

Teatro Meridional
O espectáculo “Sonoridade Poética, dirigido pelo actor, encenador e fundador do Teatro Meridional de Portugal, Miguel Seabra, que reúne pela primeira vez actores dos nove países da CPLP, é o destaque da décima edição do Festival Internacional das Artes de Língua Portuguesa (FESTLIP).
Numa iniciativa da Talu Produções, que em 2013 distinguiu o dramaturgo angolano José Mena Abrantes, este ano, o festival aposta, mais uma vez, na tecnologia multimédia com transmissões em directo via internet, depois da experiência piloto na edição passada.
Denominado “FESTLIP ON”, nesta edição, a organização vai promover as actividades no espaço Teatro Firjan SESI, Casa Firjan e no restaurante Zazá Bistrô, com a tradicional mostra gastronómica, no Rio de Janeiro. O festival tem o apoio institucional do Ministério da Cultura do Brasil, Instituto Camões local e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
De acordo com a actriz e directora artística do festival, Tânia Pires, no ano em que comemora uma década de existência, o FESTLIP “estreita a conexão entre os países lusófonos com o uso cada vez mais intenso da tecnologia.”
Depois da bem-sucedida experiência em 2017, recorda, com a interacção ao vivo entre Angola, Moçambique, Portugal e Brasil, durante a cerimónia de abertura, desta vez todas as actividades são transmitidas, em tempo real, no site do festival.
“A conectividade é uma forma do FESTLIP se tornar cada vez mais um festival mundial. Além das transmissões ao vivo na Internet, a TPA Internacional vai cobrir o festival para fazer um programa que vai ser exibido em Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e em toda a Europa”, adiantou Tânia Pires.
“A curadoria do festival está, desde o ano passado, a investir na produção de espectáculos dentro da plataforma do festival, com actores dos países lusófonos, para que possa continuar a promover, além da data do festival, desdobramentos que aprofundem o intercâmbio”, disse a directora do FESTLIP.
Com a maturidade que o festival alcançou com a 10ª edição, afirmou, a organização “já pode investir em espectáculos de qualidade, que promovem também um intercâmbio entre os directores, tendo começado com o brasileiro Paulo de Moraes e agora o português Miguel Seabra”, sustenta Tânia Pires.
Até a edição passada, em termos estatísticos, disse a directora do festival, o público estimava-se em mais de 280 mil espectadores com a transmissão das emissoras de Angola e Moçambique. Para este ano, afirmou, a organização está a prever o aumento da audiência.

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