Paulo Miala foi a enterrar no Cemitério de Santa Ana

Roque Silva
16 de Dezembro, 2015

O corpo de Paulo Gaspar Miala, actor e encenador do célebre espectáculo “Cassinda Não Volta Atrás”, do colectivo Nguizane Tuxicane, repousa  desde ontem no Cemitério de Santa Ana, em Luanda.

Paulo Miala  morreu na passada sexta-feira, vítima de doença e foi enterrado no meio de um ambiente de dor  e consternação.
Familiares, amigos e artistas de diversos grupos de teatro  acompanharam o corpo até à sua última morada, no dia em que devia completar 41 anos de vida.
O secretário-geral da Associação Angolana de Teatro considerou a morte do membro fundador do Nguizane Tuxicane como fatal para ao teatro, pois perde um encenador com muitos atributos.
Para Adelino Caracol, Paulo Miala contribuiu para os momentos áureos das artes cénicas em Angola, fruto disso o sucesso de alguns espectáculos com a sua direcção, onde se destaca a produção de “Cassinda Não Volta Atrás”.
“Foi um jovem dedicado à arte e solidário, que transportou críticas sociais e a análises da nossa cultura para o palco”.
Manuel Teixeira, do grupo de teatro Julu, disse que se perdeu uma das figuras envolvidas na revolução do teatro no distrito urbano do Rangel.
O actor  disse que Paulo Miala ajudou a reacender as artes cénicas naquela localidade luandense, ressuscitando a companhia de teatro Nguizane Tuxicane e criando o projecto noites de Teatro, no Centro Recreativo e Cultural Kilamba.
Manuel Teixeira afirmou que o distrito urbano do Rangel foi o berço do teatro no início da década de 1990, tendo perdido o estatuto nos finais da década. “Miala e encenadores de outros grupos geriam o projecto Noites de Teatro, com espectáculos diários, cujo objectivo era desenvolver as artes cénicas no distrito.
Paulo Miala completou 20 anos de carreira artística, 15 dos quais como encenador e cinco como actor, no Nguizane Tuxicane.
Paulo Miala notabilizou-se na década de 1990 no programa televisivo “Em Cena”, da Televisão Pública de Angola (TPA), com o espectáculo “Cassinsa Não Volta Atrás”, na mesmo época em que o grupo de teatro Etu Lene se despontou com o espectáculo “O Feiticeiro e o Inteligênte”, também conhecido por “Kamba Mbije”
Além do espectáculo “Cassinda Não Volta Atrás”, montou as peças “Três Homens e Uma Mulher”, “Infidelidade”, “Desastre de Um Jovem” e “Turbulência Familiar”, sendo as duas últimas escritas por Paulo Miala.

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