Cultura

Peça de teatro "Kudurista" no Alda Lara

Manuel Albano

A desonestidade pela qual alguns artistas se submetem para atingir rapidamente a fama e o sucesso, à custa das obras dos outros é o principal enfoque do espectáculo de teatro “Kudurista”, a ser exibido pelo grupo  Ekuikui II, hoje, às 20h00, no auditório do Instituto Médio Politécnico Alda Lara, em Luanda.

Grupo de teatro Ekuikui II encena dança
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Em declarações, ontem ao Jornal de Angola, a encenadora do grupo, Celina Coluna, disse, que a peça narra a história de quatro indivíduos, que procuram ganhar a vida no mundo do kuduro, género musical e dança que faz muitos furor entre os angolanos e além fronteiras.
Realça, que durante uma hora, os actores vão à procura de forma resumida, do universo “mágico e criativo”, desse estilo que, cada vez mais vai conquistando o mundo. O personagem “Sibas Júnior”, um seguidor apaixonado e fiel do kudurista Sebem, tenta a todo custo, alcançar a fama e torna-se na “a maior referência do género a nível nacional”, não medindo esforços para tal propósito.
Durante o seu percurso, disse, o personagem principal, procura juntar-se ao Dj Amado, outro fiel seguidor do considerado criador do género no país, que significa “nádegas rijas”, em referência aos movimentos corporais desta dança.
Por não conhecer a origem do mesmo estilo, tem dificuldades em impor-se no mercado, razão pela qual, une-se ao Dj Amado, que o vai instruindo sobre as regras, formas de como comportar-se para alcançar o sucesso.
Ao longo da caminhada, o personagem principal, passou a conhecer a origem do kuduro, tendo surgido em Angola no princípio dos anos 1990, influenciado por diferentes ritmos africanos e americanos, como o zouk, o techno, o rap, o reggae, entre outros.
“Sibas Júnior” pretende fazer sucesso com o kuduro nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), América, Europa, Ásia e África. “O personagem principal assimila rapidamente algumas técnicas talhadas para um sucesso imediato, bem como a técnica de explorar letras fáceis de decorar, recheadas de humor e erotismo, bem como o uso do refrão repetitivo”, destacou a encenadora.
Celina Coluna explicou, que por ser um ritmo muito alegre, a figura principal da peça em companhia do DJ Amado, plagiam, a música da kudurista Camone K Cuia, para participarem no Festival “I Love Kuduro”.
Um dos grande promotores de eventos e apoio ao kuduro e seus seguidores é o empresário Papá Esquiva, que aproveita sempre um oportunidade para poder facturar, num estilo “oficialmente”, considerado uma criação do dançarino e produtor musical Tony Amado, cuja ideia, ao criar este estilo de dança, surgiu após ter visto um filme do actor Jean-Claude Van Damme.

Tempo

Multimédia