Cultura

Peça "Paisagens Propícias" entre as melhores do ano

O espectáculo de dança "Paisagens Propícias", da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, foi eleito pela crítica especializada a segunda melhor peça de dança entre as criações portuguesas e internacionais apresentadas em Portugal, durante este ano.

Bailado da Companhia de Dança Contemporânea entre as melhores em Portugal
Fotografia: DR

Considerada pelo jornalista e crítico de arte Tiago Bartolomeu Costa “um exemplo feliz de uma colaboração internacional”, “Paisagens Propícias” foi criada pelo coreógrafo português Rui Lopes Graça para a Companhia de Dança Contemporânea de Angola, propondo a recuperação de memórias e heranças, a partir das vivências e da obra do antropólogo angolano Ruy Duarte de Carvalho.
Com música original do compositor João Lucas, desenho de figurinos e cenografia de Nuno Guimarães e esculturas de Isaac Dikuiza, “Paisagens Propícias” teve a sua estreia mundial no Teatro Camões em Lisboa, em Janeiro de 2013 indo depois ao Porto e Bragança.
Com “Paisagens Propícias” a Companhia de Dança Contemporânea de Angola Angola, dirigida por Ana Clara Guerra Marques, foi posta à prova junto de nomes internacionais de referência como Companhia Marie Chouinard, Wim Wandekeybus, Olga Roriz, Clara Andermatt, Raimund Hoghe, Monika Gintersdorfer & Knut Klassen.
Pioneira da dança contemporânea em Angola onde é a única com estatuto profissional, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola fundada em 1991 pela coreógrafa angolana Ana Clara Guerra Marques, marca a ruptura estética e formal da dança neste país africano, ao propor a abertura para novos conceitos de espectáculo num terreno conservador quase exclusivamente marcado pelas danças patrimoniais e recreativas urbanas.
 A utilização de espaços cénicos não convencionais, bem como a iniciação do público angolano ao Teatro-Dança, entre outras sugestões para a diversificação e renovação das linguagens da dança em Angola, não tem sido tarefa fácil, apesar das suas novas propostas estéticas despertarem cada vez mais a curiosidade e o interesse do público.

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