Cultura

“Pedra de Hiroshima” é símbolo da paz mundial

Manuel Albano |

O quadro preto “Pedra de Hiroshima”, designada lousa da paz, foi criada em 1991, pela Associação de Hiroshima, com o objectivo de chamar atenção para a necessidade de haver paz no mundo, através da distribuição de pedras (aos países que se destacam no empenho pela paz), provenientes dos passeios da cidade japonesa homónima, atingida no final da II Guerra Mundial, em Agosto de 1945.

Pedra da Paz é um dos utensílios que faz parte do acervo do Museu Nacional de Antropologia
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

Uma réplica da Pedra de Hiroshima outorgada, em 2003, como símbolo da paz pela associação japonesa homónima a Angola, faz parte do acervo do Museu Nacional de Antropologia, tendo feito parte de uma exposição temporária e sido escolhido como Peça do Mês, no seguimento da rotatividade das colecções daquela instituição museológica.
A Pedra da Paz entregue pela Associação Hiroshima evoca a dor profunda, mas também simboliza a esperança na construção de um mundo com mais segurança e o fim da guerra no mundo.
A Associação de Hiroshima Pedra da Paz foi criada em 1991, com o objectivo de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de existir paz no mundo, por meio da distribuição de pedras. 
As pedras são provenientes dos passeios da cidade japonesa de Hiroshima, atingida em Agosto de 1945, no final da II Guerra Mundial, por uma bomba atómica lançada pela Força Aérea dos Estados Unidos.
Depois de ficar provado que as pedras não tinham radioactividade, milhares de japoneses apanharam-nas, guardaram-nas e esculpiram-lhes imagens da Deusa da Misericórdia (divindade do budismo chinês), com a inscrição: “De Hiroshima”.
A pedra entregue a Angola e que faz parte do acervo do Museu de Antropologia é de granito e proveniente do pavimento onde circulava a linha de eléctrico de Hiroshima. 
Foram dois os bombardeamentos atómicos das cidades de Hiroshima e Nagasaki realizados pelos Estados Unidos contra o Império do Japão durante os estágios finais da II Guerra Mundial, em Agosto de 1945. Foi o primeiro e único momento na história em que armas nucleares foram usadas em guerra e contra alvos civis.

Rotatividade das colecções />
De acordo com a chefe de departamento de Museologia e Conservação da instituição, o projecto de rotatividade das colecções do acervo do Museu de Antropologia, visa, entre outros objectivos, apresentar temáticas e tipologias de objectos com elevado valor etnográfico, histórico e científico.
Evelize Njinga disse que a Peça do Mês permite a rotatividade das colecções do Museu de Antropologia, divulgar e valorizar o seu acervo museológico e contribuir para o conhecimento da cultura de Angola e não só.
Evelize Njinga afirmou que a política do museu é levar o público e instituições de ensino, fundamentalmente, a visitá-los, no sentido de contribuir e aumentar o nível cultural dos estudantes, crianças, jovens, pesquisadores, historiadores e estrangeiros.
No total, são 12 peças, uma por cada mês, cuja acção inclui o tratamento e manutenção do acervo seleccionado, pesquisa e redacção de textos sobre a peça, aquisição de fotografias e de expositores e a produção gráfica de postais, disse.
O Museu Nacional de Antropologia, recordou, ser uma instituição pública que visa assegurar, entre outras atribuições, a divulgação do acervo cultural sob a sua guarda, para fins educativos.
Fundado em 13 de Novembro de 1976, o Museu Nacional de Antropologia foi a primeira instituição museológica criada após a independência de Angola ocorrida um ano antes.
Esta instituição de carácter científico, cultural e educativo está vocacionada para a recolha, investigação, conservação, valorização e divulgação do património cultural angolano.

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