Percurso das artes angolanas em debate


24 de Outubro, 2015

Fotografia: Paulino Damião |

O percurso das belas artes angolanas e as suas mudanças são analisadas em 6 de Novembro, em Nova Iorque, numa palestra pelo crítico Adriano Mixinge.

Na iniciativa, realizada no âmbito da conferência  “CubAngola 40 Anos” e promovida pelo Centro de Estudos da América Latina e do Caribe (CLACS), participam alguns especialistas estrangeiros em arte, entre os quais Piero Gleijeses, Linda Heywood, Christabelle Peters, Tony Pinelli e Ned Sublette.
Adriano Mixinge disse ontem que vai falar um pouco da sua experiência como crítico de arte  mostrar a influência de certas correntes no trabalho dos criadores nacionais.
O crítico angolano afirmou que a sua participação “é fundamental na divulgação das artes angolanas, em especial nesta fase de reconstrução do país, em que é preciso analisar as influências que os artistas tiveram”.
“Entre Dois Tempos: A História de Arte e a Literatura Libertaram-me” é o tema da palestra, durante a qual o orador promete salientar a influência da arte cubana na sua formação.
A educação e o contexto histórico e social, no qual foi desenvolvido a arte angolana ao longo de 40 anos de independência, também são explorados na conferência.
Adriano Mixinge revelou que pretende também fazer uma análise dos seus três livros, “Tanda” (2006), “Made in Angola: Arte Contemporânea, Artistas e Debates” (2009) e “O Ocaso dos Pirilampos” (2014). A palestra, no auditório do Centro Rei Juan Carlos I, inclui igualmente análises sobre o contributo de Cuba na conquista da independência de Angola.
Adriano Mixinge, formado em História da Arte pelas Universidades de Havana e Complutense de Madrid, é membro da Associação Internacional de Críticos de Arte e conselheiro cultural das Embaixadas de Angola em Espanha e França.
O crítico foi professor no Instituto Nacional de Formação Artística e Cultura (INFAC) de Angola e curador de várias exposições individuais e colectivas em Angola, Espanha, África do Sul e França. É também colaborador da delegação de Angola junto da UNESCO.

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