Cultura

Percurso do Horizonte divulgado no Camões

Amilda Tibéria

O universo poético teatral do Horizonte Nzinga Mbande foi tema de uma mesa-redonda realizada durante a 18ª edição do programa "Há Teatro no Camões", que decorreu entre terça e quarta-feira, no Centro Cultural Português, em Luanda.

Fotografia: Paulo Mulaza| Edições Novembro

 O director do grupo, Adelino Caracol, afirmou que têm vários trabalhos resultante de pesquisas, como garantia para escrever e encenar peças cuja qualidade seja aceitável pelos espectadores, ressaltando valores culturais nacionais.
Aproximar-se de instituições públicas e privadas tem sido uma das apostas da direcção do grupo, nos últimos cinco anos, com o intuito de se criar parcerias, voltadas aos interesses dos actores e à defesa das artes cénicas.
Adelino Caracol disse que alguns fazedores de teatro desconhecem as bases necessárias para a construção de uma narrativa para uma peça de teatro, porque “desconhecem os fenómenos da dramaturgia”.
O grupo ensaia todos os dias, mostra-se preparado para qualquer actividade, além da representação teatral. “O grupo só pode ter boas representações se fizer o trabalho com muita responsabilidade”, afirmou Adelino Caracol. Em 1980, Adelino Caracol e Ezequiel Issenguele, naquela altura jovens que pretendiam participar em séries de televisão, decidiram escrever um texto dramático para a série “O regresso marcante”, para a então Televisão Popular  de Angola (TPA). Mas, o projecto foi recusado, porém, encontram eco num grupo de estudantes e artistas que não queriam parar de ensaiar  canto, teatro, dança e sessões de pintura, na escola que os acolheu, Nzinga Mbande, onde o então director, José Leitão Ribeiro, apoiou o grupo de jovens artistas estudantes, que começou a realizar várias actividades culturais, incluindo moda e sessões de teatro.
Adelino Caracol lembrou que, desse movimento, surgiram o grupo musical “SSP”,  Ary, Nelboy e o bailarino Felix Fontoura, que fez parte de um grupo de cantores com Sebem, Heav`C, e Cilana Manjenjr. Como actores, Miguel Sermão, Edusa Chindecasse, Hortêncio Bruno, Mauro Edson, Mário Vaz, Sany Neto, Francis Boy, Sandra Gomes, Mónia Cirilo, Nestor Goubel, Isabel André e Dalton Boralho. Em 2005, o Colectivo Horizonte Nzinga Mbande passou a apresentar peças no auditório da Escola, até à presente data, no decorrer da semana, incluindo feriados e finais de semana.
Desde a sua fundação, o grupo aposta na formação de categorias juvenis, juniores e seniores, com idades entre os 10 e os 43 anos. O repertório é formado por  250 peças, entre originais e adaptações.

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