Pixar ausente da corrida aos Óscares


23 de Novembro, 2014

Fotografia: Divulgação

A Pixar, produtora norte-americana de cinema de animação da Walt Disney, que dominou esta indústria nas últimas duas décadas, está fora da lista dos pré-seleccionados para as nomeações dos próximos Óscares.

Esta é a principal novidade na lista de 20 filmes anunciada recentemente pela Academia de Hollywood, de onde saem, caso se mantenha a tendência dos últimos três anos, os cinco candidatos às estatuetas que são conhecidos em 15 de Janeiro. A cerimónia da entrega dos prémios realiza-se em 22 de Fevereiro, no Dolby Theatre de Los Angeles.
A ausência este ano da produtora de “Toy Story 3”, vencedor do Óscar em 2011 e que se tornou no maior êxito de bilheteira de sempre no cinema de animação, deve-se ao facto de este ano ter feito qualquer filme.
Isto não significa que a Disney esteja fora da corrida pelos Óscares. O estúdio está representado por filmes como “Aviões – Equipa de Resgate”, “Sininho – Fadas e Piratas” e “Os Novos Heróis”.
Outros grandes estúdios confirmam a supremacia da indústria norte-americana no sector, com filmes da DreamWorks (“Como Treinares o teu Dragão 2”, “Sr. Peabody & Sherman”, ou “Pinguins de Madagáscar”), da Warner Brothers (“O Filme Lego”) e da Twenty Century Fox (“Rio 2”).
O que é especialmente relevante na pré-selecção agora divulgada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood é o lugar ocupado pelos realizadores e animadores independentes.
O caso mais notório, mas sem surpresa para quem acompanha a arte da animação, é a presença de Bill Plympton, em cujo estúdio é feita a série “Os Simpsons”, que foi nomeado na pré-selecção das longas e curtas-metragens, com “Cheatin” e “Footprints”. “Em ocasiões anteriores, os Óscares já mostraram, com as nomeações, que também valorizam os filmes realizados fora dos grandes estúdios”, disse Bill Plympton, ao “El País”, a comentar a lista da pré-selecção.
O realizador de “Your Face” (1987) e “Guard Dog” (2004) já tinha visto antes o seu trabalho valorizado pela Academia de Hollywood, com nomeações destas duas curtas-metragens.

Independentes

A outra produtora independente de destaque este ano, também com sede nos Estados Unidos, é a “Reel F/X”, do realizador mexicano Guillermo del Toro, de “O Labirinto do Fauno”.
Deste estúdio, que cont com o apoio da Fox, saiu “O Livro da Vida”, realizado por Jorge Gutiérrez, e que estreou recentemente nas salas norte-americanas.
“Reel F/X” é um estúdio especializado em efeitos especiais, mas que tem aposta igualmente na animação digital.
Jorge Gitiérrez disse ao “El País” sobre “O Livro da Vida” que, como independente, tem conseguido “manter o controlo criativo, algo que não podia fazer dentro da indústria norte- americana”.
Outro estúdio emergente que volta ser contemplado pela Academia de Hollywood, depois da nomeação em 2010 de “Coraline - A Handmade Fairy Tale”, é Laika, de Travis Knight, filho do fundador da empresa Nike, Phil Knight.
 Laika está incluído na pré-lista para os Óscares, com “Os Monstros das Caixas”, animação em 3D, realizada por Graham Annable e Anthony Stacchi.
Além destes, que transportam para os  filmes que transportam para a América imaginários de outros mundos, como a animação de contos tradicionais da Irlanda e do Japão, “Song of the Sea”, de Tomm Moore, ou “The Tale of Princess Kaguya”, de Isao Takahata, com vozes de actores norte-americanos, entre os quais James Caan, Mary Steenburgen e Chloë Grace Moretz.

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