Plataforma YouTube está sob nova ameaça


29 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação

A Global Music Rights, empresa de gestão de direitos autorais que tem entre os seus representados Os Eagles, Pharrell Williams e John Lennon, ameaçou abrir um processo judicial contra o YouTube caso não retire os vídeos destes artistas.

O caso foi noticiado primeiro em Novembro e a “Hollywood Reporter” informou sobre novos dados, ontem. No centro do conflito está o Music Key, o novo serviço de streaming que o YouTube se prepara para lançar no início de 2015 como concorrente do Spotify ou do Pandora.
A Global Music Rights acusou, há um mês, o YouTube de não deter as licenças para alojar os vídeos dos seus artistas. Por sua vez, o YouTube, declarou Howard King, advogado da Global Music Rights, argumenta que detém as licenças ao abrigo de um acordo firmado e válido por vários anos com a ASCAP e a BMI, anteriores representantes dos catálogos de Pharrell Williams, Eagles, Lennon ou de canções de Smokey Robinson, Chris Cornell ou George e Ira Gershwin.
A Google, detentora do YouTube, tem-se recusado a fornecer a documentação que o comprova. “Não querem providenciar detalhes de quaisquer acordos de licenciamento, provavelmente porque não existem, nem mesmo em relação ao recente Music Key”, escreveu o advogado da Global Music Rights, Howard King, numa troca de correspondência com David Kramer, advogado da Google.
Irving Azoff, administrador da Global Music Rights, explicou ao “Hollywood Reporter” que a ausência de ameaças de processos judiciais a outras plataformas, como as supracitadas Spotify e Pandora, se deve ao facto de o YouTube ser “o menos cooperante” e aquele que os artistas por ele representados sentem como o maior infractor dos seus direitos. “The Guardian” aponta que a ameaça de processo judicial pode ser uma cartada da Global Music Rights para assegurar aos seus artistas as melhores condições possíveis no novo Music Key, tendo em conta a promessa feita na altura da sua contratação de uma subida de 30 por cento na cobrança dos direitos de autor.
Caso o processo judicial fosse vencido pela Global, tal podia custar ao YouTube uma indemnização entre 200 milhões e três mil milhões de dólares, explicou o “Hollywood Reporter”.

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