Poemas de Lopito Feijó são apresentados em Paris


11 de Junho, 2016

Fotografia: Paulino Damião

O escritor Lopito Feijó apresenta hoje, na 34.ª edição da Feira Internacional da Poesia de Paris, o livro de poesia “Coeur Tellurique”, recentemente traduzido e editado em França pela “Federop Editora”.

O poeta angolano, que está em Paris a participar até domingo, na edição 2016 da iniciativa, a convite da “Federop Editora”, vai apresentar o livro no recinto da feira, durante uma sessão de venda e assinatura de autógrafos. O lançamento de “Coeur Tellurique” realizou-se em Março último, por ocasião da realização do salão do livro no parque de exposições de Versalhes.
Nesta edição da feira, que tem como convidados especiais a poesia e os autores do México, conta  com a participação de 550 editores de livros e revistas de criação poética e reúne autores provenientes dos diferentes cantos do planeta.
Durante quatro dias, poetas, editores e leitores partilham o palco central da feira, na praça da Igreja de Saint Supilce, no centro de Paris. Recitais, palestras, conferências, mesas-redondas, exposições e acções ligadas a promoção e divulgação realizam-se neste que é considerado a maior iniciativa de edição, animação e criação poética mundo.
Para amanhã, está previsto um recital de poesia angolana, com a participação do também poeta e tradutor francês Patrick Quillier, no palco central da feira da praça de Saint Supilce, onde decorre anualmente a iniciativa.
O escritor, ensaísta e crítico literário tem no mercado os livros “Desejos de Aminata”, “Andarilho & Doutrinário”, “Doutrina”, “Rosa Cor-de-Rosa”, “Cartas de Amor”, “O Brilho do Bronze” e “Marcas da Guerra”. Ao longo do seu trajecto já foi deputado do MPLA . Licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto, Lopito Feijó publicou o seu primeiro livro de poemas, “Entre o Écran e o Esperma”, que recebeu uma “menção Honrosa” no concurso de literatura “Camarada Presidente”.

Festival Afreaka

De Paris, o escritor angolano segue para São Paulo, no Brasil, onde  apresenta os seus “Reuniversos Doutrinários” na segunda edição do Festival Afreaka, o maior  encontro de artistas e culturas africanas no continente americano, que decorre de 1 a 25 deste mês, naquela cidade brasileira. O “Festival Afreaka: Encontros de Brasil e África Contemporânea” ganhou novas dimensões nesta segunda edição, com uma programação em centros culturais dos quatro cantos da cidade.
Realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, este ano a iniciativa conta com a participação de Angola, Quénia, Nigéria, Uganda, Zimbabwe, Egipto, África do Sul, Gana e Moçambique, que vão trocar experiências, sonhos e reflexões com pensadores e artistas afro-brasileiros.
Segundo uma fonte da organização, a programação deste ano, que nasce para questionar um fluxo de informações estereotipadas das Áfricas e das culturas afro-brasileiras, busca por uma narrativa que enxergue a presença africana como parte fundamental na formação do Brasil, “ressaltando a importância de estabelecer uma relação mais próxima com um dos principais centros de origem da nossa gente”.
Além de palestras e debates inéditos, uma mostra de cinema contemporâneo, seis exposições de arte, uma feira de empreendedorismo negro, apresentações de dança, música, grafite e performances marcam as atracções da segunda edição do Festival Afreaka.

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