Cultura

Poesia de Agostinho Neto carece de estudo profundo

Roque Silva

O historiador Cornélio Caley defendeu, ontem, em Luanda, análises mais profundas sobre a criação poética de António Agostinho Neto e considerou de leitura obrigatória.

Historiador afirma que a obra de Neto representa o progresso
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

Cornélio Caley fez essas declarações quando dissertava sobre “A contribuição poética do Dr. António Agostinho Neto para a cultura nacional”, numa palestra alusiva às festividades do 17 de Setembro, realizada no Museu Nacional de História Natural.
O historiador disse que os textos literários de Neto devem ser analisados na sua profundidade, porque transcendem para outros aspectos de suma importância que contribuíram para a formação da Nação angolana.
Cornélio Caley afirmou que a poesia de Neto representa o progresso, o desenvolvimento e a liberdade dos povos quer de Angola quer de África.
De acordo com o historiador, que já desempenhou as funções de secretário de Estado da Cultura, a criação poética do primeiro Presidente de Angola ganha corpo na política e na economia e “discorre em outras áreas intrinsecamente ligadas ao progresso de várias nações.”
Salientou  que a obra “Sagrada Esperança” deve ser encarada como “uma bíblia” de leitura obrigatória porque reúne as principais ideias de Neto, traduzidas em poesia, e que muito contribuíram para o percurso de Angola.
Destacou, por outro lado, a figura humanista de António Agostinho Neto por ter sido uma figura com uma postura e preocupação incansável sobre os anseios de liberdade dos angolanos, em particular, e, em geral, do continente africano.
“Em ‘Sagrada Esperança’, Neto sintetiza a sua obra criativa e o seu pensamento. A obra traduz a ansiedade e o desejo dos povos de África pela liberdade, sendo a fonte do que Angola é actualmente, por isso devemos reflectir, permanentemente, sobre a sua obra, visto que ele foi um profeta”, argumentou o historiador.

 


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