Poesias de Neto abrem festival

Roque Silva
19 de Março, 2016

Fotografia: Santos Pedro

Arte Vida abre hoje, às 19h00, na Liga Africana, em Luanda, o I Festival de Teatro de  Monólogos, denominado Vitória Soares, com o espectáculo “Gritos”, adaptado do livro “Sagrada Esperança”, de Agostinho Neto.

A peça, com duração de 30 minutos e encenação de Adorado Mara, tem o argumento centrado numa personagem determinada em alcançar a independência.
O actor Caetano Tomás transporta para o palco poesias do livro “Sagrada Esperança” que reflectem o sofrimento, ansiedade e aflição.
“Assim exclamava esgotado”, disse o actor, é um dos poemas que mereceu maior atenção da produção devido à carga emocional que se pretende transmitir.
O festival encerra no próximo dia 27, alberga por dia um espectáculo competitivo, outro de animação.
O abuso do poder tradicional é tema que o grupo Amor à Arte transporta no drama “Cuidado com a Boca”, a exibir hoje às 20h00, na Liga Africana, a convite da organização do festival. O espectáculo, de uma hora, conta a história de um viúvo cuja mulher morreu durante o sono e que é acusado pelo soba de a ter morto por artes de feiticismo.
O grupo Tijingenji apresenta amanhã a peça “Transparentes”, com argumento original de Ondjaki, enquanto a companhia Grutij exibe na segunda-feira o espectáculo “Meu diário”, uma adaptação do livro “Cinco dedos de vida”, de Ismael Mateus.
O festival tem por objectivo estimular a produção teatral e incentivar a adaptação de literatura nacional ao teatro, bem como valorizar o papel dos diversos artistas intervenientes na concepção de um espectáculo, com ênfase para as actrizes.
Uma equipa constituída por quatro profissionais de teatro compõe o júri que vai atribuir prémios aos espectáculos feminino e masculino e à melhor poesia. O festival, uma produção da Cena Livre, homenageia Vitória Soares “Totonha”, antiga directora e actriz do colectivo de teatro Oásis, da Força Aérea Nacional de Angola (FANA).
O Movimento Literário Lev’Arte coloca à disposição do público os livros dos quais as peças em competição no Festival de Teatro de Monólogos foram adaptadas.
Leonel Paulino, da organização, disse que os livros dos autores nacionais vão estar disponíveis ao público enquanto estiver a decorrer o festival, numa tenda montada na Liga Africana.

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