Porta aberta para a Bienal da Venezuela

Manuel Albano |
25 de Agosto, 2015

Fotografia: Santos Pedro

Angola é um dos países convidados na I Bienal de Artes da Venezuela, que é realizada de 1 de Novembro de 2015 a 28 de Fevereiro de 2016, no Museu de Belas Artes de Caracas, naquele país sul- americano.

A embaixadora da Venezuela em Angola deu essa informação ontem, durante uma visita realizada à União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP). Adiantou que a recepção das obras dos artistas angolanos decorre até 7 de Setembro.
Lourdes Elena Peres prestou também informações técnicas e gerais sobre a Bienal e explicou que Angola pode participar com sete artistas e trabalhos de pintura, esculturas, instalações, fotografia, ou artes gráficas.
Os meios e técnicas a serem usadas nas obras são livres. “Algumas obras da bienal são avaliadas por um júri composto por artistas nacionais e internacionais. Uma das metas é realizar também a bienal, além do museu, em espaços públicos”.
A diplomata venezuelana disse que a apresentação das obras requer que esta sejam devidamente elaboradas de acordo com as normais internacionais, para a transportação por via aérea, marítima e terrestre para o local da exposição.
Por razões de segurança, alertou, não vão ser autorizados trabalhos com o uso de fogo, água, fumo, materiais ou elementos orgânicos, assim como poluentes, que possam causar danos irreversíveis nas instalações dos espaços de exibição e ao público.
A embaixadora destacou ainda a importância dos trabalhos, colectivos ou individuais, serem inéditos, um pedido especial do comité organizador da bienal, denominada “Bienal do Sul. Povos em Resistência 2015”. A bienal é coordenada por um comissário-geral e o comité organizador tem a missão de estabelecer as regras e ligações necessárias com as diferentes instituições de cada país participante na selecção dos trabalhos.
A actividade em si, acrescentou, é importante por reunir trabalho de artistas cujos povos lutaram pela sua emancipação. “É importante construir espaços comuns e criar momentos de encontro para estes países compartilharem sonhos, necessidade, lutas e desejos”.
Lourdes Peres referiu que a Venezuela toma, assim, a iniciativa de promover o intercâmbio cultural com outros países e ajudar a construir “um espaço de liberdade e exaltar as criações da alma humana, diante dos estragos comuns que actualmente o Planeta está a sofrer”. A embaixadora salientou que a bienal propõe um encontro de culturas, mas na visão das criações dos seus artistas. “Por isso, a estética e os conteúdos simbólicos são ferramentas fundamentais para construção destes encontros.”

Novas parcerias

O presidente da Comissão Directiva da UNAP disse que o convite para participar na bienal é uma porta aberta para uma maior projecção das artes angolanas e dos seus criadores. Manuel de Oliveira “Dudu” garantiu que o país é um dos maiores beneficiários deste convite, porque a participação pode ajudar a estabelecer novas parcerias nas artes.
Para o secretário-geral da UNAP, o convite é mais um passo positivo na divulgação e promoção dos trabalhos dos artistas nacionais, particularmente num mercado onde estes tinham pouca visibilidade. “São novas perspectivas e possibilidades de mostrar um pouco mais de Angola, seus hábitos e tradições”, sublinhou António Tomás Ana “Etona”.
A principal aposta da UNAP, salientou, é continuar a ser uma estrutura organizada e dinâmica, capaz de zelar pelo interesse das obras de arte dos seus membros e criar melhores condições de trabalho. A UNAP foi criada a 8 de Outubro de 1977, por vários artistas plásticos, onde se destacam nomes como Victor Teixeira “Viteix” e Henrique Abranches.

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