Cultura

Portugal cria crédito às artes

A Direção-Geral das Artes, em Portugal, vai abrir duas linhas de financiamento de 2,5 milhões de euros, este mês, para reforçar o apoio à actividade dos agentes culturais, anunciou, ontem, o Ministério da Cultura.

De acordo com o gabinete do secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, uma das linhas de financiamento, de 1,5 milhões de euros, visa o apoio a novos projectos de criação, programação e edição, representando um aumento de 64 por cento face a 2016.
A outra linha de financiamento visa reforçar a actividade das entidades com apoios plurianuais que sofreram cortes a partir de 2011, e representa um apoio extraordinário de um milhão de euros.
“As duas medidas agora anunciadas consubstanciam a política cultural definida pelo Governo, para garantir a estabilidade do sector, num ano de definição do novo modelo de apoios públicos às artes, que entrará em vigor em 2018”,  justificou o gabinete do secretário de Estado.
Os objectivos estratégicos para este reforço de financiamento são, segundo a tutela, no primeiro caso, "criar condições para que os agentes culturais desenvolvam novas criações e projectos artísticos”.
Esta linha de apoios, dirigida a entidades singulares e colectivas, permite o financiamento de mais projectos com novos patamares máximos de 40 mil euros, em vez dos 30 mil euros de 2016.  Através do Apoio Directo Pontual, a modalidade mais simplificada ao abrigo do quadro legal vigente, verifica-se um aumento de 64 por cento de verba em relação ao ano anterior (com mais de 580 mil euros), destinada a projectos de criação, programação e edição.  Quanto ao financiamento de entidades já apoiadas pelo Estado com contratos plurianuais, e que foram alvo de cortes a partir de 2011, o objectivo é “reforçar as condições de sustentabilidade” destas entidades.
Esta linha de financiamento, cujo montante global é de um milhão de euros, “é de carácter extraordinário para os apoios de longa duração, bienais, quadrienais ou tripartidos”.
As entidades com apoios plurianuais em vigor, que tenham sofrido um corte no financiamento atribuído a partir de 2011 poderão solicitar um reforço de apoio financeiro, cujos critérios de atribuição definidos são cada entidade pode receber até 25 por cento do valor de apoio em curso, o reforço não pode ultrapassar os 30 mil euros, o reforço não pode ultrapassar a verba recebida em 2011.  Ambas as medidas vão ser apresentadas e disponibilizadas pela Direcção-Geral das Artes, segundo o gabinete do secretário de Estado da Cultura.
Em Fevereiro, Miguel Honrado tinha anunciado medidas transitórias para garantir a estabilidade da actividade artística dos agentes culturais, no quadro do processo de revisão do modelo de apoio às artes, que o Ministério da Cultura quer efectivar até 2018.
Foi realizado um inquérito sobre o novo modelo a definir, para auscultar os agentes culturais do país, cujos resultados serão divulgados pela tutela, no final do primeiro semestre deste ano.

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