Prémio literário promove defesa da cultura

Estácio Camassete | Huambo
8 de Julho, 2016

Fotografia: Miqueas Machangongo |

A União Nacional dos Escritores Angolanos (UEA) apresentou, oficialmente, na quarta-feira, na cidade do Huambo, a segunda edição do prémio literário “Quem me dera ser onda”, uma homenagem ao escritor Manuel Rui Monteiro.

A iniciativa, de acordo com os seus mentores, tem como intuito motivar as crianças e adolescentes de todo o país a criarem gosto pela leitura e a terem maior domínio de escrita.
Na cerimónia realizada na Biblioteca Provincial, o escritor e representante da UEA no Huambo, João Lara, explicou que o concurso de âmbito nacional visa premiar as melhores obras de estudantes com idades compreendidas entre os 13 e 17 anos de escolas públicas e privadas, no domínio da prosa.
João Lara afirmou que a presente edição do prémio, além de homenagear o escritor Manuel Rui Monteiro, natural do Huambo, visa o reconhecimento dos demais escritores da província, principalmente daqueles que escrevem literatura para criança e trabalham com os mais pequenos, incutindo-lhes o gosto pela leitura e domínios das línguas portuguesa e da, nacional, umbundu.
O vice-governador para o sector Técnico do Huambo, Francisco Calunga Quissanga, disse, ao Jornal de Angola, que a escolha da província, para a apresentação deste importante prémio literário, deixa evidente a importância que o Huambo encerra no contexto cultural angolano, marcando claramente a sua posição enquanto região do conhecimento e do saber.
“Este prémio estimula os cidadãos, desde a tenra idade, a conceber os valores, traços e tradições da angolanidade que concorrem para o fortalecimento da identidade e da cultura nacional”, disse.
À margem da actividade, a União dos Escritores Angolanos (UEA) realizou na quarta-feira, pela primeira vez fora de Luanda, a tradicional “Maka à Quarta-feira”, subordinada ao tema “O universo literário do Huambo e seus autores.” O debate contou com a presença de escritores das províncias do Huambo, Bié, Cuando Cubango e Benguela e foi considerado pelo vice-governador Calunga Quissanga como “um verdadeiro veículo de transmissão dos valores do contexto literário e da cultura em geral.”

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