Problemas comunitários são analisados em palco

Manuel Albano |
7 de Agosto, 2015

Os actuais problemas sociais do município de Viana e o aumento de problemas devido à infertilidade são as duas sugestões cénicas que o grupo de teatro Catarcis propõe para o público hoje, em duas sessões, às 19h30 e às 20h30, na Liga Africana, em Luanda, com os espectáculos “Anaiv” e “Laura”.

O encenador do grupo disse, ontem, ao Jornal de Angola, que a primeira peça “Anaiv” faz um enfoque especial aos problemas sociais de Viana e aponta algumas soluções a serem tomadas, pelos próprios munícipes, para ajudarem a ultrapassar os mesmos. Manuel Gonçalves explica que a peça apresenta várias sugestões e proposta, por formas a que estes ajudem o Executivo a melhorar as questões do saneamento básico. Aspectos negativos, que nos últimos anos têm aumentado muito, como a delinquência, o assédio sexual de menores ou a prostituição também são analisados no espectáculo.
Manuel Gonçalves adiantou ainda que decidiram apresentar o espectáculo como uma forma de sensibilizar as pessoas já que as formas de actuação e punição dos infractores muitas das vezes não têm surtido o efeito desejados. “O objectivo é criarmos uma base de diálogo com a comunidade.”
A peça, conta, faz também apelo para uma maior aproximação entre os dirigentes e os governados, no sentido de se encontrar, regularmente, soluções para melhorar a imagem do município de Viana.
O espectáculo, interpretado por oitos actores em 45 minutos, retrata a realidade de uma família que vive num dos bairros de Viana, onde existem vários problemas sociais. “Por não estar satisfeito com o actual estado do bairro o morador Domingos Sassega torna-se um activista social disposto a ajudar a resolver alguns dos principais assuntos afectos a comunidade”, explica.
O outro espectáculo do dia, “Laura”, disse, conta o drama de um casal de classe social média que há vários anos não conseguem ter filhos, o que cria uma certa instabilidade no relacionamento. O casal, explica, era um exemplo de cumplicidade e companheirismo na comunidade, um modelo que muitos tentavam seguir, mas infelizmente os tabus acabam por destruir uma relação de muitos anos. “É uma história que hoje é muito comum nas famílias angolanas e cria muitas divergências entre os casais, porque geralmente ambos atribuem a culpa do caso um ao outro”, adiantou.
O grupo foi formado em 2011, no município de Belas, e já participou em vários festivais de teatro.

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