Cultura

Problemas sociais reflectidos no teatro

O grupo de teatro Kipapumunu “Grutek” apresenta amanhã, às 20h00, na Liga Africana, em Luanda, o espectáculo “A Paixão que Fundiu”, adaptação do livro “Manana” do escritor Uanhenga Xitu.

Peça é uma aposta na preservação da identidade cultural
Fotografia: Edições Novembro |

A peça, de acordo com o director artístico do grupo, Luís Zage, recria a vida de dois jovens que se apaixonam, mas Kilamba, o feiticeiro da aldeia de Caxicane, usa todos os seus poderes para impedir o relacionamento de Zito e Manana.
Mais tarde, depois de muitos mistérios, é desvendada a razão que leva o feiticeiro a criar impasses para o insucesso da relação dos dois jovens. A peça foca os aspectos da tradição e hábitos culturais, particularmente das regiões do Bengo e Luanda, numa época onde se respeitava as orientações  e conselhos dos mais velhos.
De acordo com o encenador, desde 2015 que o grupo tem realizado digressões pelas províncias de Malanje e Bié, preferencialmente, onde apresenta espectáculos e mantém encontros de trabalho com os grupos de teatro Kutala Kiabonte e Akua, da província de Malanje.
Na província do Bié, explicou Luís Zage, tem mantido encontros com o grupo Omala Vetu Vaya. Durante a sua estadia nessas províncias, o grupo tem realizado várias trocas de experiências, participações em seminários e visitas a locais históricos como forma de promover o turismo cultural.
Dessas acções, disse  Luís Zage, tem resultado a produção de várias peças sobre os hábitos e costumes dos vários grupos e subgrupos etnolinguísticos do país. Como resultado dessas pesquisas, o grupo tem exibido a peça “Kifaru”, sobre o mistério de mortes imprevistas, o problema da impotência sexual, doenças sem explicação aparente, inveja e cobiça de bens alheios.
Manuel Albano

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