Produtores têm de apostar mais na formação técnica

Manuel Albano
16 de Julho, 2015

Fotografia: Paulino Damião

O crescimento do mercado discográfico nacional e a melhoria dos CD apresentados passa pela formação artística dos produtores angolanos, particularmente nos domínios da masterização, sonoplastia e mistura, defendeu, ontem, em Luanda, o director da Vip Muzik.

Mujinga Luhunzo “BC” explicou que devido a falta de formação dos produtores, os músicos angolanos encontram  dificuldade em encontrar bons produtores no mercado e são “forçados” a recorrer constantemente ao exterior caso queiram gravar um CD de qualidade.
O  director da Vip Muzik anunciou a criação de uma parceria com o produtor musical francês Cirril, para formar alguns produtores nacionais. “É um artista que apesar de viver em França admira o trabalho dos artistas angolanos e quer apostar mais no nosso mercado por reconhecer as suas qualidades”. A parceria, adiantou, existe desde Outubro do ano passado e já dá resultados. O produtor angolano Boper, que está neste momento em França para uma formação de nove meses nas áreas de mistura, masterização e sonoplastia, é  exemplo disso. O objectivo, acrescentou, é evitar que muitos  músicos angolanos se desloquem ao exterior e tenham despesas avultadas, com o alojamento e a logística. “São iniciativas como esta que  ajudam a reduzir a procura por técnicos estrangeiros e a dar um maior espaço aos nacionais”, perspectivou.
O produtor Boper foi escolhido, disse Mujinga Luhunzo, como resultado do seu excelente trabalho na produção dos temas “Fininho”, de Edy Tussa, que o consagrou como o melhor produtor do Top Rádio Luanda em 2013.
Em 2014 foi igualmente reconhecido no Top Rádio Luanda e Top dos Mais Queridos, como melhor produtor, em temas como “Pelo menos 50”, de Ary, “Amor a Muangolé”, de Edy Tussa, e “Me abana”, de Yola Semedo, no Angola Music Awards.

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