Cultura

Projecto Muzongué continua a valorizar a música nacional

O director do Centro Recreativo e Cultural Kilamba, Estêvão Costa, afirmou, ontem, em Luanda, que o Muzongué da Tradição é um espaço de convívio que existe para promover e divulgar a música nacional, os seus intérpretes e todos os agentes culturais do país.

Estêvão Costa responsável do centro
Fotografia: Dombele Bernardo

Em declarações à Angop, à margem da última edição do Muzongué, o responsável referiu que a iniciativa é um símbolo na valorização, promoção, divulgação, e o maior reconhecimento que têm é saber que existe um público que acorre ao espaço em todas edições, aplaudindo, dançando e fazendo as suas anotações e reparos para que o ambiente esteja sempre melhor.
Ao fazer o balanço do ano em curso, o agente cultural sublinhou que, pela actual conjuntura do país, as realizações do Muzongué sofreram um reajuste, de mensal para bimensal, pelas dificuldades organizacionais e logística.
“Para 2017 vamos realizar as nossas actividades como têm sido feitas, sabendo que os custos são elevados e que não vamos passar por enquanto para actividades mensais. Começamos em Fevereiro, com o semba como tónica dominante, com excelentes intérpretes, de forma a preservar o nome que o projecto tem”, acrescentou.
A última edição deste ano do Muzongué da Tradição realizou-se no domingo, tendo como cabeça de cartaz o músico Robertinho, que apresentou as músicas do seu disco “Kakinhento”. O espectáculo, com suporte instrumental das bandas Movimento e Etu Mudietu, teve como convidado os cantores nacionais Calabeto e Yola Semedo e os cabo-verdianos Roger e Gama, que internacionalizaram o projecto Muzongué da Tradição.

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