Promotores pedem salas no Lubango

Arão Martins | Lubango
15 de Maio, 2016

Fotografia: Kindala Manuel

A promoção de espectáculos continua a ser um dos maiores problemas dos promotores nacionais, que devido a falta de salas adequadas, vêm a sua actividade muito limitada, disse, ontem, no Lubango, um destes agentes.

Paulo Gaspar disse que muito do trabalho feito neste sentido é o resultado do esforço e dedicação dos promotores, em especial os que actuam fora da capital, e não têm possibilidades de angariar patrocínios.
O promotor, que anunciou, em conferência de imprensa, realizada, ontem, a realização, na Huíla, de um festival de música, lamentou o facto de no Lubango os agentes ainda serem “obrigados” a usarem os pavilhões desportivos como alternativa às salas de espectáculos.
 “A questão da qualidade é importante para o êxito de um espectáculo. O problema é que temos de dividir espaço com os promotores desportivos. Por exemplo, para realizar um espectáculo é preciso quatro dias para a produção e reservar o espaço, destinado para a prática desportiva”, acrescentou.
Apesar do actual crescimento do sector, Paulo Gaspar disse que solicitam, há anos, um local adequado para a realização de espectáculos. “Temos adaptado locais, mas ainda é preciso fazer mais”, disse, acrescentando que é positivo o esforço de muitos artistas para se tornarem uma referência nacional.
“Hoje, o mercado artístico em Angola é mais desenvolvido e é preciso que os artistas se aperfeiçoem cada vez mais, de modos a conseguirem mais apoios, porque ninguém pode apostar num trabalho sem qualidade”, disse. O Ministério da Cultura, através das suas direcções províncias, adiantou, tem sido um exemplo deste interesse pela música e os criadores nacionais. “É preciso sim tirar mais vantagem desta aposta”. As mensagens das músicas, ressaltou, é outra questão a ser resolvida. “Os músicos têm de tomar atenção ao teor dos temas, porque eles são também formadores de opinião e o público, em particular, os jovens, se revêem em muitos deles”, reforçou.
A aceitação dos músicos angolanos, em particular os que actuam a partir de Luanda, já é também patente no mercado internacional, onde os cantores têm lotado espaços como o Coliseu de Lisboa e estádios. “É uma amostra de competitividade a nível internacional”, disse. Anselmo Ralph, C4 Pedro, Big Nelo e Yuri da Cunha, apontou, são exemplos disso. entre outro. “A capacidade artística dos novos talentos deve ser extensiva as outras províncias, as vezes limitados as suas regiões”, lamentou.

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