Cultura

Protecção social dos membros figura nas apostas da direcção

Manuel Albano

A direcção da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) continua apostada em programas de acção mais virados para a protecção da classe, defendeu, hoje, em Luanda, o secretário-geral da instituição.

A direcção da UNAP tem como objectivos defender os interesses dos seus associados
Fotografia: DR

O reforço dos programas de valorização das artes, a nível nacional e internacional, são os desafios para este ano.
Em declarações ao Jornal de Angola, Tomás Ana Etona, que apelou aos associados no sentido de cumprirem as medidas de prevenção e segurança sobre a prevenção contra a pandemia Coronavírus, disse que a instituição encerrou temporariamente as actividades ao público num período de 15 dias, de acordo com as recomendações orientadas pelo Governo.
O responsável adiantou que tem sido feito um trabalho de sensibilização na transmissão de mensagens aos associados de maneira a sensibilizá-los sobre a importância da prevenção contra a Covid-19.
Tomás Etone garantiu que tão logo esteja ultrapassado o problema do Coronavírus, a UNAP vai desenvolver um trabalho preventivo para recuperar o prestígio da instituição de renome, em defesa dos interesses da classe. Reconheceu que a UNAP está a passar por uma crise financeira conjuntural e apelou maior dedicação dos associados. “Continuamos permanentemente a trabalhar para melhorar a condição social dos membros”.
Reconheceu que os membros devem continuar a apostar na formação, para melhorar a qualidade das obras. “Só poderemos alcançar novos horizontes com uma aposta forte na diversificação dos produtos artísticos, melhoria das infra-estruturais, e formação de quadros capazes de gerar rendimentos dignos para os associados.”
Reeleito secretário-geral da UNAP, para o quadriénio 2017-2021, Etona continua optimista nos esforços de unificação da classe. Etona quer uma maior aproximação entre os membros fundadores e a nova geração de artistas.
Referiu que com pouco mais de 400 membros inscritos, a UNAP pretende dar um novo dinamismo nos programas de acção, pois a sua visão passa também pela criação de espaços abertos de debates entre os membros, promovendo, desta forma, uma gestão participativa e inclusiva. Lamentou a situação financeira que enfrenta, cortes dos subsídios a nível das demais associações. Por essa razão, espera obter maior reconhecimento das instituições governamentais, pelo contributo dos artistas plásticos para o desenvolvimento cultural do país.
A UNAP é uma instituição sem fins lucrativos e de natureza cultural, que trabalha em prol das artes plásticas no país. Foi fundada a 8 de Outubro de 1977. Entre os objectivos, destacam-se a defesa dos interesses dos profissionais e amantes das artes plásticas, realização de exposições individuais e colectivas, conferências, tertúlias, promoção e orientação de artistas no desenvolvimento das suas criações.
A associação trabalha com jovens artistas, integrados na Brigada Jovem de Artes Plásticas (BJAP), sendo acompanhados até adquirirem os requisitos necessários para serem admitidos como membros da UNAP. O registo das obras é feito com a apresentação de uma cópia do bilhete de identidade, duas fotografias tipo passe, uma cópia do passaporte, 6 ou 10 fotos de trabalhos artísticos e o preenchimento de uma ficha de inscrição.

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