Protecção do património ganha reforços


25 de Outubro, 2015

Fotografia: Reuters |

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) aceitou, ontem, a proposta da Itália de utilizar os capacetes azuis, equipa militar ao serviço das Nações Unidas, na protecção do património histórico e arqueológico, informou, ontem, a AFP.

A proposta, explica a agência, pode ser utilizada em várias partes do mundo, onde os capacetes azuis possam actuar. Num comunicado, o ministro da Cultura italiano, Dario Franceschini, deu a conhecer a decisão da UNESCO de envolver os soldados da paz nos esforços de protecção da herança da humanidade, depois de 53 países terem votado a favor da medida.
Dario Franceschini informou que para a aceitação da decisão peso os vários atentados feitos contra o património mundial. “Esta força da paz das Nações Unidas pode usufruir mais da experiência da polícia especial italiana que se dedica à protecção de património cultural e que dá formações em todo o mundo.”
A ideia, explicou o ministro da Cultura italiano, é que as Nações Unidas possam vir a destacar capacetes azuis para salvaguardar o património de zonas em risco devido à guerra e a catástrofes naturais, de forma a garantir que é protegido antes que venha a estar sob ameaça.
Para que esta decisão não se fique pelo papel, ou só muito mais tarde produza efeitos no terreno, Dario Franceschini já pediu às Nações Unidas que defina “imediatamente” os “contornos operacionais desta força internacional”. O Comité do Património Mundial, composto por 21 países, é o responsável pelo Programa do Património Mundial, que cataloga, nomeia e conserva locais de excepcional importância cultural ou natural para o património comum da humanidade. Sob certas condições, os lugares listados podem obter apoio do Fundo do Património Mundial.
O programa foi fundado pela Convenção sobre a Protecção do Património Cultural e Natural, que foi adoptada pela Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1972.
Desde então, 190 países ratificaram a convenção, tornando-se um dos mais respeitados instrumentos internacionais das Nações Unidas. Somente países como as Bahamas, Liechtenstein, Nauru, Somália, Sudão do Sul, Timor-Leste e Tuvalu não são parte do tratado.
Em 2013, 981 locais estavam listados: 759 culturais, 193 naturais e 29 mistos, em 160 países. A Itália é o país com o maior número de Sítios do Património Mundial, com 49 locais, seguida por China (45), Espanha (44), França e Alemanha (ambos com 38). A conservação do património mundial é um processo contínuo. Se um país não protege os locais inscritos, corre o risco de que esses locais sejam retirados da Lista do Património Mundial. Os países devem informar periodicamente o Comité do Património Mundial sobre o seu estado de conservação. Se o comité do Património Mundial é avisado sobre possíveis perigos para um sítio, ele é incluído na Lista do Património em Perigo, com o fim de chamar a atenção para as ameaças imediatas.

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