Cultura

Público rendido a Gari e amigos

Analtino Santos

Com um minuto de silêncio pela morte do tenor Gomes Domingos, o espectáculo de Gary Sinedima no Memorial António Agostinho Neto (MAAN) foi marcado pela actuação dos convidados, Adilson e as irmãs Estelle e Jureth, cujas performances tocaram a plateia.

Músico apresentou os temas do novo disco “Gratidão”
Fotografia: DR

Com um minuto de silêncio pela morte do tenor Gomes Domingos, o espectáculo de Gary Sinedima no Memorial António Agostinho Neto (MAAN) foi marcado pela actuação dos convidados, Adilson e as irmãs Estelle e Jureth, cujas performances tocaram a plateia.
No concerto, que serviu para apresentar temas do CD “Gratidão”, Gari optou por actuar com um trio liderado por Carlos Praia (solista), Moisés Guerra (baixo) e Nana Vieira Dias (percussão). Num ambiente intimista, o artista começou com uma capela.
Com os primeiros acordes de Carlos Praia, o cantor interpretou “Afro Good Voyage”, tema de abertura, marcado pela incursão de extractos de “Nkosi Sikelela”. Depois, outros temas foram surgindo como “Controla” e “Gratidão”, que constam no CD. A canção “Nguxi”, original de Belita Palma, também ganhou uma versão de jazz durante o espectáculo.
As surpresas do espectáculo surgiram depois de o artista apresentar o projecto “Kandengue Canta”, assente na formação musical de crianças, no qual as irmãs Estelle e Jureth, na guitarra e piano, brindaram o público com performances incríveis, dentre as quais despontaram temas como “Woman no Cry”.
O outro membro do projecto, Adilson, de 9 anos, tocou piano com tanta intimidade, quando interpretou “Humbi Humbi”, e emocionou o público. Os convidados ficaram surpresos ao ver os jovens a cantar e a tocar instrumentos a tal ponto que quase roubaram a cena ao cabeça-de-cartaz.
No final, Gari Sinedima fechou a actuação com “Otoipeny”, “Chorar Porquê”, este último que exaltou o público a encarar o país com serenidade, “Vanda Kupala” e “Piluka”, um convite para abrir a dança entre o público.
Em aproximadamente duas horas, o músico mostrou ainda a influência que a música gospel tem no seu trabalho artístico, ao interpretar temas como “Dá-me a mão” e outros que foi aprendendo no Coro da Igreja Evangélica Congregacional Angolana.
A presença de Carlos Praia, um exímio guitarrista, não ficou apenas na liderança do trio, que completou com Nana Vieira Dias e Moisés Guerra. O solista teve a oportunidade de apresentar temas do seu álbum “New Grazzing”, um CD instrumental que tem merecido boa recepção.
Gari Sinedima encerrou, com a sua actuação, a agenda de concertos do I semestre deste ano do MAAN, que já contou com a presença de Selda, A’Mosi Just A Label, Elizabeth Mambo, Gonçalo Clington e os Lirikhus.

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