Quadro “Um Olho azul” mostra fresco escondido


1 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Divulgação |

“Um olho azul, descobri um olho azul”, gritou um dos restauradores que ajudava nas obras da casa onde viveu Cândido Portinari, considerado o maior pintor brasileiro da história, na cidade de Brodowski, 350 quilómetros a norte de São Paulo.

Cristiane Patrici, gerente do museu, situado na própria casa de Portinari, correu para avisar Angélica Fabbri, a directora executiva, e comemoraram em êxtase: O olho azul era da figura de um Menino Jesus, ao colo da mãe, e revelou-se a última obra do artista. “Deve ser uma sensação parecida com a do garimpeiro que descobre ouro”, descreve Angélica.
Nos últimos dias de 2014, um relatório divulgado por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal do Rio de Janeiro confirmou, após complexos estudos, o que se esperava desde aquele dia: a obra, um fresco entretanto baptizado de “Madona com Menino Jesus”, pode ser catalogada como um dos cinco mil trabalhos do pintor.
Estava debaixo de 15 camadas de tinta na parede do que era, à época, a varanda da sua casa. Segundo os especialistas, Portinari não trabalhou sozinho. O artista tinha o hábito de convidar amigos pintores e criar frescos nas paredes de casa em co-autoria, como parece ser o caso de “Menino Jesus com Madona”.

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