Cultura

Quadros de angolanos estão em feira de Paris

Mário Cohen |

Divulgar e promover as artes plásticas angolanas é o objectivo da participação dos  artistas António Ole, Mestre Kapela, Pedro Pires e Ndongo Sueki na II edição da Feira Internacional de Arte AKAA que se realiza de 10 a 12 deste mês, na cidade de Paris (França), uma iniciativa que conta com a participação de 32 galerias de arte de 18 países africanos.

Mestre Kapela é um dos artistas angolanos a participar na Feira de Arte Internacional em Paris
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo responsável do Espaço Luanda Arte (ELA), Dominick Tanner, durante uma conferência de imprensa, realizada no edifício da De Beers.
São no total 15 obras dos artistas nacionais que vão estar expostas na feira de AKAA, pelas mãos do Espaço Luanda Arte, que nos últimos anos tem realizado várias actividades artísticas com vista a promover os trabalhos dos criadores angolanos.
Dos quatro artistas com obras seleccionadas para a feira, o único que vai estar presente no evento é o artista Pedro Pires. António Ole vai estar ausente pelo facto de inaugurar na próxima quarta-feira uma mais recente exposição individual, no Camões - Centro Cultural Português, para comemorar os seus 50 de anos de carreira artística.
Quanto às ausências do Mestre Kapela e Ndongo Sueki, o responsável do espaço ELA não avançou os motivos, mas garantiu que as obras dos quatro artistas vão estar presentes na feira em Paris.
Para Dominick Tanner, António Ole e Mestre Kapela são artistas de grande referência internacional, que já têm obras comercializadas no mercado do mundo das artes, tendo revelado ainda que o espaço ELA está a trabalhar no sentido de produzir uma obra sobre a vida e obra do Mestre Kapela.
A experiência de Mestre Kapela trouxe ao mercado nacional artistas que estão a despontar a exemplo do Toy Boy e Marcos Cabenda disse Dominick Tanner, que revelou que a participação de Angola na feira está salvaguardada e as obras não correm  risco durante a transportação, uma vez que vão ser moldadas.
Mestre Kapela disse que o importante para a sua carreira é que os seus trabalhos percorrem o mundo, assim como a sua imagem seja promovida em grandes mercados de arte.
A feira, segundo a organização, é uma actividade que representa uma África multifacetada que transcende fronteiras históricas, cuja voz ressoa nos quatro cantos do mundo, levada pela visão de dada artista.

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