Cultura

Qualidade dos laureados destacada pela ministra

Manuel Albano

A ministra da Cultura manifestou ontem, em Luanda, satisfação pelos laureados do Prémio Nacional de Cultura e Artes (PNCA) 2018, por corresponderem aos anseios, tendo em conta a diversidade dos contemplados na presente edição, assim como a observância de valores como a reconciliação e unidade nacional.

Carolina Cerqueira disse que o prémio reforça a coesão
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de anúncio dos vencedores do PNCA, Carolina Cerqueira disse que o Executivo  está a trabalhar no sentido de continuar a criar condições no sentido da valorização das artes e dos seus criadores em todo o território nacional, o que chama a atenção pelos novos desafios na dinamização do sector cultural.
De acordo com a ministra, o PNCA continua a ser a mais importante distinção do Estado neste sector, tendo como principal objectivo incentivar o génio criador e cultural. “Fico feliz pelo facto do júri ter feito uma escolha bastante representativa e que vai continuar a incentivar a criação”.
O prémio, recordou, é também uma forma de “reconciliação e coesão” do sector da cultura, visando incentivar a criatividade nos mais variados domínios das artes. “O júri mais uma vez conseguiu cumprir com zelo a tarefa que lhe foi incumbida”.
A apresentadora do programa  televisivo “Tudo e Mais”, Lia Mendes, disse que a distinção é o reconhecimento de um trabalho que dentre várias abordagens, procura realçar assuntos mui-to ligados à cultura da província da Huíla.
Surpreendida com a distinção, embora seja o rosto do programa considera o prémio de toda a equipa, que tem dado o melhor para que o programa possa ser o mais representativo. “Este prémio foi um voto de confiança, o que vai aumentar as nossas responsabilidades e vamos procurar dar continuidade ao trabalho de forma a dignificar a cultura local”, disse a apresentadora.
O professor e coreógrafo de dança Sakaneno João de Deus disse que o prémio é o reconhecimento dos vários anos dedicados à docência, fundamentalmente, depois de ter regressado da formação em Cuba. “Esta é uma vitória para todos aqueles que se dedicam à dança nos mais variados géneros”, disse Sakaneno João de Deus, para quem continuar a trabalhar para o desenvolvimento do país é o maior compromisso, porque tudo que tem feito é em prol da massificação da dança em Angola.
O director artístico do Nguizane Tuxicane , Agostinho Cassoma, disse que o prémio representa para o grupo o reconhecimento e a valorização do trabalho desenvolvido ao longo desses 24 anos de existência. “É o prémio do sacrifício e o reconhecimento do grupo no desenvolvimento das artes cénicas no país e da cultura nacional”.
Agostinho Cassoma  afirmou que  o prémio  é uma dedicatória a todos aqueles que se empenharam ao longo desses anos. “Estes anos são para o grupo a consagração de todos os esforços que te-mos vindo a desenvolver”. Durante esses anos de exibição, recordou, o espectáculo “Cassinda Não Volta Atrás” tem procurado não apenas renovar os integrantes, mas sobretudo, actualizar sempre que possível os seus conteúdos, mas mantendo a sua originalidade.

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