Qualidade literária nacional é boa para o sistema de ensino


4 de Junho, 2015

Fotografia: Domingos Cadência

O secretário-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA) disse ontem, em Luanda, haver qualidade literária nos textos produzidos por autores angolanos que merecem ser introduzidos no sistema de ensino.

Falando sobre a introdução de uma disciplina de literatura angolana nos subsistemas de ensino, Carmo Neto frisou que existe  reciprocidade com o Ministério da Educação para a efectivação desta pretensão, apesar de requerer um debate sério e profundo sobre que autores devem ser estudados no sistema educativo angolano.
Carmo Neto explicou que a pretensão se enquadra  no plano de divulgação da literatura e dos autores angolanos, que inclui igualmente a tradução de obras nacionais em inglês, francês, italiano e alemão.
O escritor destacou a parceria com a editora portuguesa Leya, destinada a editar e publicar obras de autores nacionais no mercado português, como um factor contributivo para a divulgação dos escritores e suas obras fora de Angola. A União dos Escritores Angolanos tem  na sua grelha de programação a “Maka à Quarta-feira”, um projecto de se realiza uma vez por mês com o objectivo de promover debates em torno de vários assuntos candentes da sociedade angolana.
A União dos Escritores Angolanos foi proclamada em 10 de Dezembro de 1975, em sessão que contou com a presença do Presidente Agostinho Neto, que proferiu um discurso programático onde reflectiu sobre a dimensão cultural de Angola.
O primeiro presidente da assembleia-geral foi Agostinho Neto. O seu primeiro secretário-geral foi Luandino Vieira.
Entre os objectivos da União dos Escritores Angolanos destacam-se a promoção da defesa da cultura angolana como património da Nação e o incentivo a criação literária dos seus membros, proporcionando-lhes condições favoráveis ao seu trabalho intelectual e à difusão das suas obras.

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