Quentin Tarantino regressa ao velho Oeste


2 de Agosto, 2014

Fotografia: AFP

“The Hateful Eight” é o título do oitavo filme do realizador norte-americano Quentin Tarantino, que já tem um cartaz, com imagens de sangue e violência, da sua próxima aventura pelo velho Oeste.

O atribulado projecto foi uma das novidades saídas, ainda que discretamente, da Comic Con de San Diego e vai ser o destaque da próxima edição da revista britânica de cinema “Empire”. O cineasta informou ainda na Comic Con que os dois próximos filmes “Kill Bill” podem ser relançados num só volume, mais longo e com 30 minutos de animação, em 2015.
O cartaz do filme mostra uma carruagem puxada por três cavalos que deixa atrás de si um rasto de sangue. O filme começa a ser filmado no próximo ano, com participação do actor Kurt Russell, que já leu um pouco do argumento e ajudou a ressuscitar o projecto.
O filme, disse o realizador, vai ser filmado no formato CinemaScope, em películas de 70 milímetros. Este trabalho, que sucede a “Django Libertado”, está assombrado pela fuga de informação que no início do ano chegou a levar o realizador a cancelar a ideia de transformar o argumento, tornado público contra a sua vontade, no seu oitavo filme.
Na altura, o cineasta norte-americano disse que estava muito deprimido. O site, Gawker, publicou também, depois, um link para uma versão desse mesmo argumento, o que originou a abertura de um processo legal de Quentin Tarantino contra aquele canal na Internet.
No Festival de Cannes deste ano, Quentin Tarantino mostrou-se mais pacificado com o sucedido e abriu novamente a porta ao projecto de um western, mas sob a possibilidade de o editar apenas como um livro. Agora, com o anúncio na maior convenção de cultura pop, tudo parece estar em movimento, com os seus parceiros, os irmãos Weinstein, a confirmar também 2015 como o ano de estreia de “The Hateful Eight”. A revista especializada “Hollywood Reporter” lembrou que apesar de pouco se saber ainda sobre o elenco, os actores Kurt Russell, Walton Goggins e Samuel L. Jackson estão envolvidos no projecto.
Estes três, juntamente com Tim Roth, Amber Tamblyn, Michael Madsen, Bruce Dern, James Parks, Denis Menochet, Dana Gourrier, Zoe Bell e James Remar, participaram na leitura pública do guião em Abril, em Los Angeles.
Dessa leitura pública de um segundo esboço do argumento, que vai agora na sua terceira versão, sabe-se que a acção do filme decorre durante uma tempestade sete anos depois do fim da Guerra Civil norte-americana (1861-65). A acção decorre apenas em dois espaços (uma diligência e um bar).  O “Hollywood Reporter” refere ainda que é um filme de elenco e não de protagonistas, que mistura negros, caçadores de recompensas, simpatizante da Confederação sulista e uma mulher prisioneira numa “intriga profana, sangrenta e de humor negro que termina de forma perturbadora”.  
O realizador acrescentou que o filme “Kill Bill: The Whole Bloody Affair” vai chegar também em breve aos cinemas. O estúdio “Weinstein Company e eu estávamos a falar em lançar isso numa altura qualquer, não antes do fim do ano, mas no próximo ano e com compromissos para a distribuição em algumas salas”, disse Tarantino na ComicCon.  “Kill Bill”, adiantou, é um projecto de que falou em 2011 e que voltou a surgir quando foi questionado sobre o tema, há dias. “Agora teremos dois filmes num só tomo e com mais meia hora de animação japonesa, usada no primeiro volume do filme de vingança.
De acordo com Quentin Tarantino, estava previsto que essa sequência fosse de 30 minutos na primeira versão do filme (que, na época, seria um só projecto e não dividido em duas partes) mas tal acabou por cair por terra. Quando voltou a falar em unir os dois volumes do filme “Kill Bill”, os estúdios de animação japoneses IG (responsáveis por títulos como “Ghost in The Shell” ou “Blood, o último vampiro”) “ainda tinham o guião e sem lhes ser encomendado fizeram-no” e é “mesmo um trabalho fantástico”.

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