Quotidiano e identidade propostas para reflexão

Mário Cohen
25 de Setembro, 2014

O quotidiano e o resgate da identidade e da tradição devem ser os temas frequentes dos livros dos autores angolanos, devido a sua importância na construção de uma sociedade melhor, defende o escritor Ismael Mateus.

Ismael Mateus, que apresentou o livro “Clandestinos no Paraíso”, de Luís Fernando, numa sessão realizada terça-feira, no Instituto Camões, em Luanda, considerou fundamental os autores trazerem a abordagem, nos seus livros, temas de reflexão sobre a sociedade.
O professor Victor Kajibanga, convidado para apresentar “Três Anos de Vida”, o outro livro de Luís Fernando, constituído por uma colectânea de crónicas, disse que o mesmo espelha bem essa necessidade dos escritores “conversarem” com os leitores sobre a sociedade.
Sequência dos livros “Um Ano de Vida” e “Dois Anos de Vida”, também de crónicas, “Três Anos de Vida”, disse, analisa o quotidiano dos angolanos, através de histórias que mostram as tendências das pessoas na actual sociedade moderna. Os dois  livros foram apresentados com a chancela da Mayamba Editora.
O romance “Clandestinos no Paraíso” teve uma tiragem de dois mil exemplares, enquanto “Três Anos de Vida” teve mil.
O escritor Luís Fernando anunciou que vai apresentar, ainda este ano, oito livros, entre inéditos e algumas reedições, de Outubro a Novembro, com destaque para as sequências das crónicas “Quatro Anos de Vida”, “Cinco Anos de Vida” e “Seis Anos de Vida”.
O autor explicou ainda que procurou, nos livros lançados, contribuir com uma reflexão actual, sobre os “novos desvios” da sociedade. Para o autor, os actuais problemas que a sociedade enfrenta não são recentes. “Há dez anos o país já se debatia com este tipo de dificuldade. Porém, nada mudou até hoje”, lamentou.

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