Cultura

Quotidiano luandense levado ao espaço cénico

O espectáculo de teatro “O Taxista e a Sogra”, do grupo Etu Lene, que narra cenas de imoralidade, traição, segredos e chantagem, num ambiente que nos conduz ao contexto cultural e social luandense em particular e angolano em geral, volta a ser exibido amanhã, às 19h00, na escola da “Jota”, no distrito urbano do Rangel, em Luanda.

Fotografia: Edições Novembro

A peça tem a duração aproximada de 50 minutos e tem como foco o amor ao próximo. Com encenação de Beto Cassua e Marcelina Ribeiro, o espectáculo conta a história de um jovem cobrador de táxi, Bernardino, que maltrata uma passageira, dona Joaquina, por pagar a tarifa com dinheiro incompleto.
Por falta de 50 kwanzas, instala-se o desentendimento entre ambos.  O jovem cobrador não pensou noutra coisa senão receber as compras da passageira, para além de a agredir, deixando marcas no corpo da senhora. Mais tarde, Bernardino apaixona-se por Rita, que, por ironia do destino, é filha de dona Joaquina. Somente no dia da oficialização do namoro, o genro conhece a sogra, a pessoa que um dia maltratara.
O noivo foi severamente rejeitado pela família da futura noiva, fruto do seu comportamento no passado. O contraditório na peça “O Taxista e a Sogra” é que dona Joaquina sempre se despedia em casa, dizendo que ia à vigília. Nas suas andanças nocturnas como “batuqueiro”, Bernardino descobre que a sua sogra usava a igreja, para praticar outras acções.
O Etu Lene foi fundado aos 26 de Abril de 1993, por iniciativa de um grupo de jovens católicos  pertencentes à Capela de São Luís.

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