''Rainha de Angola'' exibido em Londres


29 de Outubro, 2014

Fotografia: Divulgação

A quarta edição do festival de cinema africano em Londres, Film Africa 2014, começa na próxima sexta-feira, 31, e decorre até 9 de Novembro, numa iniciativa da Royal African Society.

A Film Africa, que é uma das maiores plataformas para o cinema africano no Reino Unido, vai apresentar este ano 85 filmes de 23 países, entre eles, a produção nacional “Njinga, Rainha de Angola”, do realizador Sérgio Graciano, a ser exibido no dia 6 de Novembro, às 18h00, no cinema Hackney Picturehouse.
O programa do festival vai incluir ainda alguns títulos europeus e assinalar algumas datas: o 20º aniversário do genocídio no Ruanda e do fim do apartheid na África do Sul, assim como os 60 anos da revolução da Argélia e o centenário da unificação da Nigéria.
O filme nacional que participa no festival narra a história da Rainha dos reinos do Ndongo (ou Ngola) e de Matamba, Njinga (1583-1663) uma guerreira africana que durante quatro décadas tudo fez para poupar o seu povo ao destino cruel da escravatura, generalizada pelos europeus no século XVI. Corajosa e decidida, ela era filha do rei Kilwanji e irmã de Mbandi. Este, tendo-se revoltado contra o domínio português em 1618, foi derrotado pelas forças de Luís Mendes de Vasconcelos.
O nome de Njinga surge nos registos históricos alguns anos mais tarde, como uma enviada a uma conferência de paz com o governador português de Luanda. Após vários anos de incursões portuguesas para captura de escravos, e entre batalhas intermitentes, Njinga conseguiu negociar um tratado de termos iguais, chegando a converter-se ao cristianismo de forma a fortalecer a confiança entre os dois povos, adoptando o nome português de Ana de Sousa.
Determinada a proteger os seus, ajudou a reinserir antigos escravos e formou uma economia que, ao contrário de outras, não dependia do tráfico de pessoas. Njinga faleceu aos 80 anos de idade, admirada e respeitada por Portugal, depois de uma luta corajosa contra a ocupação colonial, em defesa do povo ambundu.
Um filme histórico, com realização do português Sérgio Graciano (conhecido pelas séries “Conta-me como Foi” e “Depois do Adeus”), segundo um argumento de Joana Jorge, que narra o percurso de honra e coragem de uma das mais importantes mulheres africanas da História.

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