Raízes africanas são debatidas no Brasil


8 de Abril, 2016

Fotografia: Nuno Gonçalves

“Encontros com África” é a denominação do projecto artístico que o Brasil, realiza desde ontem e até o próximo dia 17, na cidade brasileira de Niterói, para destacar a importância da herança cultural deixada pelos escravos africanos.

O projecto, destaca a organização dos encontros em  comunicado,   inclui a participação especial de artistas de Angola, Benin, África do Sul e Brasil, cujos trabalhos reflectem a riqueza da cultura africana entre os brasileiros.
As actividade são realizadas na cidade de Niterói. O objectivo, explica o documento, é mostrar a influência das diversas culturas africanas entre os brasileiros, assim como as mudanças que algumas sofreram ao longo dos anos e os choques entre o tradicional e o moderno na cultura do Brasil.
“Num momento em que o mundo  observa o aumento da intolerância, promover a aproximação com um continente tão presente na História do Brasil é fundamental”, afirmou Marcos Gomes, coordenador-geral dos Encontros com África.

As actividades

O primeiro dia de actividades, ontem, ficou marcado pela actuação da Companhia de Dança Contemporânea de Angola e o lançamento do site “Malungo eu”, com diversas informações actualizadas sobre as artes africanas, assim como ajuda a manter encontros virtuais entre os artistas e o público. A Companhia de Dança Contemporânea de Angola apresentou o espectáculo “Mpemba Nyi Mukundu”, inspirada num conto angolano. O grupo de dança angolano volta a actuar hoje. O espectáculo, baseado na cultura bantu, procura resgatar a actualidade de uma mensagem intemporal, através de imagens.
Em relação ao novo site, Marcos Gomes explicou que tem actualizações constantes e constitui um meio de divulgação das actividades do projecto artístico.
O grupo de teatro angolano Elinga também consta do programa de actividades do projecto, onde apresenta no próximo dia 14 a peça “Laços de Sangue”, da autoria do sul-africano Athol Fugard. O espectáculo leva à apreciação do público o problema da segregação racial na África do Sul, durante apartheid,  através de dois irmãos, Zacarias e Morris, cujas diferenças de raça levam a sua mãe a  dar-lhes educações diferentes, o que determina as suas trajectória de vida.
Além da dança e do teatro, Angola marca presença no projecto artístico com a música, no dia 15, com a actuação do cantor Ndaka Yo Wiñi, que mistura ritmos tradicionais com novas sonoridades. A cantora angolana Anabela Aya tem uma participação especial neste espectáculo e também no de Gabriel Tchiema, marcado para dia 16. O grupo de DJ sul-africano “Obrigado” consta do programa e foi seleccionado para encerrar o projecto. O rapper brasileiro Emicida é outro dos destaques.

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