Cultura

Rapper Bush anuncia estreia no mercado

Kindala Manuel

O rapper Master Daddy Strong MC “Bush” anunciou o lançamento para este ano, no mercado discográfico nacional, do seu primeiro disco intitulado “Angola meu berço”, concluído que está, desde a primeira quin-ze na deste mês, a grava-ção dos seis temas no estilo rap, que compõem o single promocional.

 

Rapper Bush está a promover as músicas do primeiro single
Fotografia: Edições Novembro

O single comporta seis temas musicais, três dos quais promocionais, nomeadamente “Angola meu berço”, que dá título ao disco, “Tudo é possível”, de estilo "underground", (músicas de intervenção social) e “Baby girl”, um rap love, poema cantado.
Para as gravações dos temas do single, o rapper Bush trabalhou com duas produtoras, na quais gravou três músicas na Smaybe Music e igual número de canções na Tisamba Produções. O disco está a ser preparado há mais de cinco anos e a sua produção final está a depender de patrocinadores.
O artista, que afirma ser um activista dentro do movimento hip hop, disse que o álbum é composto por doze músicas, todas cantadas no estilo rap hard core, variante musical de intervenção social, nas quais o rapper  diz transmitir  mensagens que apelam à não violência e delinquência, mudança de mentalidade e acções positivas que incentivam a sociedade a andar no caminho do bem.
O cantor e compositor de nome verdadeiro Adão Sebastião da Costa canta rap há mais de quinze anos.
O interesse pelo rap surgiu a ouvir palestras e programas de rádio na década de 90.“Em 1998 havia na RNA um programa feito pelo jovem Cool Clevel, que dedicava uma hora a falar sobre rap e a sua importância na sociedade. Este programa ajudou-me a compreender e a gostar da música rap, pois antes pensava ser um estilo para marginais” salientou.
O jovem rapper acrescentou que entre os anos de 1999 e 2000, haviam também espectáculos organizados por indivíduos do movimento hip hop, eventos que aconteciam nos bairros Palanca, 11 de Novembro e Popular e que eram acompanhados de debates, onde um palestrante explicava a importância e as técnicas do rap, encontros que eram seguidos de sessões de actuações em freestyle e grafites.

Tempo

Multimédia