Cultura

Rapper Kendrick Lamar nos prémios “Pulitzer”

O rapper norte-americano Kendrick Lamar venceu um prémio Pulitzer para a música, com o álbum “DAMN”, marcando a estreia de um artista da música popular que conquista este prestigiado galardão entre as distinções da comunicação social dos Estados Unidos da América (EUA).

O rapper conquistou o prémio “Pulitzer” com o álbum “DAMN” lançado em Abril de 2017
Fotografia: DR

Cantor e compositor, Kendrick Lamar recebeu um Pulitzer, prémio que galardoa os melhores projectos na área da composição musical, do jornalismo e da literatura. O álbum “DAMN”,  lançado em Abril de 2017,  já arrecadou a maioria dos Grammy para que esteve nomeado.
De acordo com o jornal digital Observador, esta é a primeira vez que um rapper vence um Pulitzer, anteriormente reservado a artistas do jazz ou da música clássica. Kendrick Lamar protagoniza assim uma conquista histórica para a música popular, que nunca recebeu esse prémio, desde que foi instituído em 1943, dando primazia à música clássica.
Além da música, houve estreias na cerimónia de entrega de prémios, realizada na Universidade de Columbia em Nova Iorque, em que aconteceu a primeira apresentação do Pulitzer por uma negra, Dana Canedy, que sorriu e mostrou alegria ao presentear Kendrick Lamar.
De acordo com o júri, o Pulitzer foi entregue ao rapper norte-americano por causa do “virtuoso conjunto de canções unidas pela autenticidade vernacular e pelo dinamismo rítmico, que captam a complexidade da vida afro-americana moderna”. O álbum conta com a participação da cantora Rihanna, dos U2 e de James Blake, mas também dos sopros do saxofonista Kamasi Washington.
Kendrick Lamar sucede assim a Angel’s Bone, a cantora de ópera que arrecadou o prémio na edição passada.

Outras distinções
O escritor norte-americano Andrew Sean Greer venceu o Pulitzer de ficção com o romance “Less”. Um livro generoso, musical, na prosa e expansivo na estrutura, foi assim que o júri descreveu a obra.
“Less” narra as aventuras de um idoso homossexual, por isso, o júri considerou-o  um romance sobre a velhice e o amor. O livro narra a vida de Arthur Less, um romancista fracassado prestes a fazer 50 anos, que sai da cidade para fugir ao casamento do seu ex-namorado, embarcando numa viagem de mudança de vida à volta do Mundo.
Em 2017, o Pulitzer de ficção foi para “The Underground Railroad”,do norte-americano Colson Whitehead, sobre uma escrava em fuga, obra editada em Portugal pela Alfaguara, com o título Estrada Subterrânea. Ainda na literatura, o Prémio Pulitzer, edição 2018 para drama distinguiu “Cost of living”, de Martyna Majok, um “trabalho honesto e original, que convida o público a analisar diversas percepções de privilégio e de conexão humana, através de dois pares de indivíduos incompatíveis: um ex-camionista e a sua ex-mulher, recentemente paralisada, e um jovem arrogante com paralisia cerebral e novo cuidador”.
A biografia galardoada com o Pulitzer deste ano foi “Prairie Fires: The American Dreams of Laura Ingalls Wilder”, escrita por Caroline Fraser, que traça um “retrato, profundamente investigado e elegantemente escrito de Laura Ingalls Wilder, a autora da série “Little House on the Prairie” (Uma casa na pradaria), que descreve como Wilder transformou a história de pobreza, fracasso e luta da sua família num conto edificante de auto-confiança, amor familiar e perseverança”.
Na poesia, o Pulitzer foi para “Half-light: Collected Poems 1965-2016”, de Frank Bidart, que o júri considerou ser um “volume de ambição inflexível e alcance notável, que mistura longos poemas dramáticos com pequenas letras elípticas, construindo a mitologia clássica e reinventando formas de desejos que desafiam as normas sociais”.
Na categoria de História, Jack E. Davis conquistou o prémio com o livro “The Gulf: The Making of an American Sea”, uma importante história ambiental do Golfo do México, que chama a atenção para a décima maior massa de água da Terra, um dos ecossistemas marinhos mais diversos e produtivos do planeta.

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