Reajustamento adia abertura em Malanje

Francisco Curihingana| Malanje
11 de Setembro, 2014

A abertura da II edição do FENACULT na cidade de Malanje não aconteceu em consequência de um reajustamento com a programação da Comissão Nacional do Festival.

De acordo com o director provincial da Cultura, José da Costa Gaspar, que confirmou o facto ao Jornal de Angola, algumas das actividades centrais consignadas a Malanje, em particular a música de instrumentos tradicionais, levaram a organização a alterar a data da abertura para o próximo dia 13.
Razões ligadas à exiguidade financeira têm estado a obrigar à contenção para que a programação já feita consiga alcançar notoriedade em termos de ganhos com este Festival.
José da Costa Gaspar disse que localmente já existe uma programação que abarca dois municípios, o de Calandula, onde já teve lugar uma actividade no dia 2, e Quela, onde a abertura tem lugar hoje. O comboio cultural, informou, tem lugar no município de Cacuso amanhã, a par de muitas outras actividades que têm ocorrido nas diversas localidades da província.
A província de Malanje encontra-se representada em Benguela, onde está o palco de teatro, e no Huambo, para onde vai uma outra delegação que representa as danças da região. As vozes femininas vão à província de Cabinda.

Kissange em extinção

O director da Cultura de Malanje anunciou que o kissange corre o risco de se extinguir no meio artístico malanjino. Sem evocar razões, o responsável sublinhou que tudo está a ser feito para reviver aquela arte com acções de sensibilização que podem permitir a sua continuidade.
Em relação à marimba, outro instrumento que dá notoriedade a Malanje, José da Costa Gaspar garantiu que estão a ser criadas políticas para a sua “integração” na maioria das actividades locais da Direcção da Cultura ou de outras entidades. “Queremos que a marimba ressurja num contexto mais amplo, inclusive na perspectiva das indústrias culturais e com subsídios em termos de pesquisas sobre a sua classe, enquanto instrumento musical, e a sua evolução a nível nacional e até mesmo internacional”, realçou.
No que toca à continuidade da arte, disse estar garantida, uma vez que os marimbeiros actuais já fazem parte da nova geração, até mesmo no caso particular de Calandula, onde se encontra um dos maiores precursores deste instrumento, o Velho Maduro. “Ele tem estado a passar o seu legado aos filhos e netos”, destacou.
José da Costa Gaspar revelou que existe interesse das entidades em criar uma escola de artes que não trate apenas da marimba enquanto instrumento tradicional, mas também de outros que ao nível da província têm destaque.

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