Cultura

Realizador apresenta “Um dia de Assalto”

Kindala Manuel

“Um dia de Assalto” é o título do novo filme do cineasta angolano Bertin Júnior Wete, que tem ante-estreia marcada para amanhã, às 18h30, no Cinemax, do Nova Vida, em Luanda.

Cineasta angolano mostra os problemas do quotidiano do país através da sétima arte
Fotografia: kindala manuel | edições novembro

A longa-metragem de acção e drama, com estreia oficial no dia 1 de Novembro, conta a história de três jovens que perdem o emprego por reivindicarem direitos na empresa, onde trabalhavam e, perante a insatisfação, decidem fazer um assalto ao ex-patrão, como vingança. Porém, a acção acaba em tragédia.
De acordo com o cineasta Bertin Wete, o filme é um alerta para determinados problemas sociais e eventuais consequências na vida do cidadão. Mais focado na realidade da sociedade angolana, com incidência na perda de valores morais, causados, em parte, pelo nível de vida dos angolanos, o filme procura ser uma crítica actual.
“Os inúmeros casos de burlas, os assaltos a bancos, resultantes de acordos entre os funcionários e meliantes, a escassez de divisas, a crescente pobreza e as famílias a passarem fome, associados à extorsão, exploração e outros males a que são sujeitas milhares de pessoas, diariamente, estão na base do filme”, revelou.
Para o cineasta, “Um dia de Assalto” abre um novo “confronto de ideias” entre espectadores sobre os vários problemas socio-económicos com os quais se debate a sociedade angolana, com maior realce na juventude.
O produtor disse que tem procurado, por conta própria, usar a sétima arte como ferramenta educativa, capaz de sensibilizar as pessoas sobre determinados problemas sociais. “A ideia é aproximar mais o público da produção nacional e tornar o cinema uma fonte de expressão cultural”, argumentou.
Rodado em vários pontos de Luanda, desde Janeiro de 2016, o filme foi escrito e realizado por Bertin Júnior Wete e produzido pela Palan Filmes Media Company, inicialmente com o título “Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado”. A produção tem a parceria da Item Media, da Companhia de Teatro Dadaísmo e da Joyce Gourgel Photography.
Bertin Júnior Wete é produtor e realizador de cinema, assim como professor de realização e cinema, TV e edição de imagem. Foi um dos editores do filme “Viva Riva”, considerado a melhor produção africana de 2010. Em 2014, fez a estreia no mercado nacional com “Coração do Homem”.

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