Realizador George Lucas vê filme como espectador


23 de Abril, 2015

Fotografia: Reuteres |

Um dia depois de o mundo conhecer o “Star Wars: O Despertar da Força”, George Lucas reconheceu no Festival de Tribeca que, finalmente livre dos trabalhos criativos da série, espera com ansiedade o momento em que pode ver a obra como um espectador qualquer.

“A única coisa de que me arrependo por ter feito ‘Star Wars’ é não ter podido assistir ao filme como um espectador qualquer, sentir essa emoção. Agora finalmente posso ver este novo episódio sem saber o que vai acontecer”, disse para um público hipnotizado em Nova Iorque.
Numa das conversas programadas pelo festival, Lucas foi entrevistado pelo jornalista e comediante Stephen Colbert, e embora tenham anunciado que não ia falar do “Episódio VII” da lendária série de Han Solo, Luke Skywalker e princesa Leia, foi inevitável surgir alguma referência. “Espero que vá bem, que sejam bons filmes e que a saga tome outra direcção”, disse. Lucas, que também produziu “Indiana Jones” e tem uma das mais bem sucedidas empresas de efeitos especiais, a Light & Magic, foi divulgando lembranças sobre como passou de querer ser piloto de carros de corrida ao homem mais rentável de Hollywood. “Eu não era como Steven Spielberg ou Martin Scorsese, que viam filmes desde crianças. Queria ser piloto de corridas, mas tive um acidente aos 18 anos e decidi voltar a estudar”, reconheceu.
Na faculdade deu-se conta de que existia um cinema clássico que nunca tinha visto na televisão e apaixonou-se pelo cinema experimental e pela ficção científica, além de se tornar amigo de Francis Ford Coppola.
“Então o cinema não dava muito trabalho, mas conforme estudávamos, os donos dos grandes estúdios, que já tinham 80 anos, venderam-nos e foram buscar jovens talentos nas escolas de cinema”, lembrou. E assim nasceu o chamado “novo cinema americano” que Lucas encabeçou com Scorsese, Spielberg e Coppola.

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