Realizador lamenta a actual má produção de Hollywood


10 de Novembro, 2014

Eric Boadella disse que actualmente há uma “sobrecarga de porcaria” nas salas de cinema, que “impede os filmes independentes de terem espaço numa indústria dominada por Hollywood”.

O realizador manifestou a opinião na Mostra de Cinema de São Paulo, onde apresentou a sua primeira longa-metragem, “O Mestre dos Brindes”, co-produção entre Espanha e Estados Unidos que homenageia a tradição arménia da “arte de brindar”.
Eric Boadelle, que reside em Los Angeles, criticou o facto de, na América Latina e em Espanha, ao contrário do que sucede nos Estados Unidos, não se pague para ver filmes na Internet.
“As pessoas pensam que isso afecta somente o cinema comercial, mas na realidade prejudica muito mais as produções independentes”, afirmou.
 O cinema comercial, acentuou o cineasta, tem o seu sistema de financiamento consolidado e não precisa das plataformas alternativas, como a Internet. O realizador Eric Boadelle, que considerou este comportamento como um “fenómeno cultural crescente”, garantiu que já o experimentou:
“Quando estou na Espanha surpreende-me ter de pagar por algo a que não estou habituado”.
Eric Boadella, que antes de “O mestre dos Brindes”, realizou videoclipes e curtas-metragens amadoras, conseguiu pagar a sua primeira longa-metragem com “uma campanha de financiamento colectiva”, com a qual conseguiu angariar 40 mil dólares.
“O Mestre dos Brindes”, falado em inglês e arménio, realizado em apenas 14 dias, explicou, é uma homenagem aos mais de meio milhão de arménios que vivem na Califórnia, EUA.
“O Mestre dos Brindes” já tinha sido apresentado em vários festivais internacionais e ganho prémios de melhor realizador e argumento. O filme conta a história do arménio Armen Nerguizian, que nos anos 1920, foi um grande mestre de cerimónias e tem a tarefa de ensinar ao neto, anos depois como dar continuação a esta tradição familiar milenar.

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